Em entrevista à rádio boliviana Erbol, ele disse que algumas operações militares nas regiões “poderiam estar atrasando a chegada da patrulha das Farc” ao ponto escolhido para a entrega, que ainda permanece desconhecido. No entanto, acrescentou que há “plena confiança em que a operação vai ser um sucesso”.
O emissário boliviano fez as declarações em Villavicencio, no centro da Colômbia, onde se encontra junto com outros delegados governamentais de vários países.
“Afirmamos que vamos permanecer na Colômbia o tempo necessário para levar em frente a libertação”, acrescentou o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais da Bolívia.
Apesar de “tudo estar pronto” para receber os seqüestrados, ainda é preciso que a guerrilha indique o local exato ao qual os helicópteros de resgate com delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) devem se dirigir.
“Estamos esperando que sejam fornecidas as coordenadas para enviar os helicópteros ao ponto que for determinado pelas Farc”, disse Llorenti.
No dia 18 de dezembro, a guerrilha anunciou que entregaria ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista Consuelo González.
O ministro de Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, chegou hoje inesperadamente ao aeroporto de Villavicencio para discutir com o alto comissário para a Paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, a operação de resgate iniciada na sexta-feira.
No domingo, o próprio Maduro reconheceu que o fim da missão humanitária pode “demorar mais alguns dias”.
Llorenti ressaltou hoje que tanto ele como os outros fiadores internacionais têm “coração, mente e esforços” à disposição da missão humanitária, que, em sua opinião, pode ser o início de uma nova fase “para alcançar a paz na Colômbia”.