O embaixador adjunto da Líbia perante a Organização das Nações Unidas, Ibrahim Dabashi, pediu nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança do organismo que autorize bombardeios “cirúrgicos” contra as tropas do líder líbio Muammar Kadafi que atacam os rebeldes no leste do país.
O diplomata também assegurou nesta quarta-feira que o principal órgão de segurança das Nações Unidas aprovará “em breve” o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea nesse país.
“O povo líbio espera que o Conselho de Segurança adote uma resolução assim que for possível e autorize bombardeios contra as tropas do coronel Kadafi, particularmente contra as que têm intenção de destruir povoações”, disse à imprensa Dabashi, na frente da porta da sala onde órgão de segurança internacional está reunido há mais de seis horas o.
Segundo sua opinião, a comunidade internacional deve atuar nas próximas 10 horas se quiser ajudar a conter a ofensiva governamental contra os rebeldes.
“Além da zona de exclusão aérea, é preciso alguns ataques cirúrgicos contra as tropas de Kadafi”, indicou o diplomata.
Embora reconhecesse que esta medida não está contemplada na resolução que negociam nesta manhã os membros do Conselho de Segurança, expressou sua esperança que finalmente se agregue ao texto.
Dabashi assegurou que o regime líbio reuniu um grupo de mercenários ex-combatentes de guerras civis africanas que se deslocam em uma fileira de 400 veículos rumo à localidade sitiada de Ajdabiya, a 160 quilômetros de Benghazi.
Por outro lado, e segundo explicou, Kadafi reuniu no oeste do país carros blindados e artilharia pesada para atacar localidades berberes nessa zona do país que se somaram à rebelião.
“O que nos disseram -apontou- é que ordenou destruir todas as povoações, o que são instruções para cometer uma limpeza étnica”, acrescentou.
Os 15 membros do Conselho de Segurança negociam há mais de seis horas um projeto de resolução proposto pelo Líbano que estabelece uma zona de exclusão aérea e reforça as sanções impostas no mês passado ao regime de Kadafi.
A medida é apoiada firmemente pela França e Reino Unido, mas outros membros permanentes com direito a veto como a Rússia e China não estão convencidos que a medida ajudará a pôr fim no conflito no país.