O embaixador da Líbia nos Estados Unidos, Ali Aujal, içou nesta sexta-feira a bandeira tricolor, anterior ao regime de Muammar Kadafi em sua residência em Washington.
A bandeira vermelha, preta e verde com uma meia lua e em seu centro uma estrela de cinco pontas brancas tremulava na residência do representante líbio perante a Casa Branca, que nesta semana anunciou que não servirá mais “ao atual regime ditatorial”.
“Usamos essa bandeira quando lutamos contra a Itália por nossa independência, é nosso passado e nosso futuro”, disse o embaixador, que assegurou que “hoje é um dia histórico para o povo da Líbia que avança em direção a liberdade”.
“Estamos unidos, leste e oeste, norte e sul, por um objetivo, nosso objetivo é a liberdade, a democracia e a dignidade”, declarou entre aplausos do público.
Membros da oposição e um grupo de jovens líbio-americanos assistiam ao gesto, enquanto gritavam palavras de ordem em árabe e inglês.
“Todo o mundo sabe que Kadafi tem que abandonar”, “Assim queira Deus”, “Líbia Livre”, “Allahu akbar” (Deus é grande).
O embaixador fez um pedido para a imprensa seguir informando sobre o que está acontecendo no país. “Temos que ajudar o povo da Líbia, eles foram assassinados como animais, com armas pesadas, tanques… precisam de ajuda”, reivindicou.
Segundo a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) o número de mortos pela repressão violenta das revoltas supera 640 dos que 130 são militares da região de Benghazi, executados por negarem disparar contra a população.