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Em visita à Rússia, Rice e Gates tentam promover diálogo e escudo antimísseis

Arquivo Geral

13/10/2007 0h00

Os secretários de Estado e de Defesa americanos se reuniram hoje com o Estado-Maior da Rússia, viagra militares e representantes da sociedade civil russa, there para promover o diálogo entre Washington e Moscou e reduzir as divergências sobre as negociações do sistema americano de defesa antimísseis e o Irã.

No segundo dia de visita a Moscou, cialis 40mg Condoleezza Rice e Robert Gates se reuniram com o novo primeiro-ministro russo, Viktor Zubkov, reafirmando o apoio americano à entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Rice e Gates se reuniram com o primeiro vice-premier Serguei Ivanov e hoje encontrarão o outro primeiro vice-primeiro-ministro, Dmitri Medvedev.

Os dois políticos russos estão entre os prováveis candidatos a substituir o presidente Vladimir Putin no Kremlin em 2008.

A secretária de Estado americana também se encontrou hoje com associações de defesa dos direitos humanos, que denunciaram a existência de uma “gradual involução” democrática, censura e autoritarismo na Rússia e reiterou o compromisso dos EUA com a democracia no país.

Já Gates aproveitou a visita à Academia do Estado-Maior Geral das Forças Armadas para garantir aos militares russos que Washington está disposto a cooperar com Moscou no combate aos desafios comuns para a segurança mundial.

“Embora nossas nações e militares se encontrem agora em diferentes lugares e situações, na verdade todos enfrentamos muitos dos mesmos desafios”, afirmou o secretário de Defesa em discurso perante oficiais e cadetes da Academia.

O chefe do Pentágono disse que deseja criar “um clima de confiança e transparência entre os dois países, que enfrentam difíceis problemas geopolíticos atualmente”.

Ele acrescentou que nenhum povo sofreu tanto quanto o russo por causa das tragédias do século passado e que, por isso, nenhum merece aproveitar mais as possibilidades trazidas pelo novo século.

“Estamos dispostos a trabalhar com a Rússia e com seu setor militar para transformar estas possibilidades em realidade, para o bem dos povos de ambos os países”, afirmou o secretário de Defesa.

Na sexta-feira, os dois foram recebidos por Putin e conversaram com os ministros de Exteriores, Serguei Lavrov, e de Defesa, Anatoli Serdiukov, sobre a instalação de componentes do sistema de Defesa Nacional contra Mísseis americano na Europa.

Essa terceira rodada de consultas terminou sem avanços, pois a Rússia continua considerando o local de instalação de um radar na República Tcheca e de uma base de interceptores na Polônia como uma ameaça para sua segurança.

Moscou aceitou estudar novas propostas de Washington para tornar mais transparente a colocação na Europa de seus elementos estratégicos, mas exigiu que os EUA parem o posicionamento do escudo pelo menos por meio ano, até a próxima rodada de consultas, e ameaçou adotar medidas para neutralizar a futura ameaça.

Já Putin preferiu alimentar a polêmica ao ameaçar com a possível retirada da Rússia do Tratado acordado por Moscou e Washington há 20 anos e pelo qual as nações eliminariam seus mísseis de curto e médio alcance e não voltariam a fabricá-los.

Ao receber Rice e Gates, Putin afirmou que a Rússia não poderá continuar cumprindo seus compromissos em relação ao acordo se o tratado não se tornar universal e se outras potências que desenvolvem sistemas de mísseis não aderirem ao pacto, ameaçando recuperar estes foguetes para apontá-los em direção à Europa.

Também persistiu a divergência em torno do Irã. Rice prometeu novas sanções contra a República Islâmica se ela não interromper o enriquecimento de urânio. Já Lavrov criticou as pressões e defendeu a via das negociações.

Em seu discurso, Gates preferiu não falar sobre estes temas espinhosos, mas procurou aliviar outra preocupação de Moscou, ao garantir que os EUA não instalarão bases militares na Ucrânia e na Geórgia, os dois vizinhos mais pró-ocidentais da Rússia que desejam entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Apesar disso, o secretário americano reiterou o descontentamento dos EUA com a venda de armas russas ao Irã e à Síria, mas admitiu que não conseguiu convencer Serdiukov do risco que representa armar estes regimes.

Em entrevista à televisão na sexta-feira à noite, Rice insistiu que os EUA devem “iniciar imediatamente a instalação” do escudo, pois “a ameaça está mais perto do que parece”, em alusão ao programa militar do Irã.

“Acreditamos que o Irã pretende aumentar o alcance de seus mísseis, trabalha ativamente nisso e pode alcançar um nível crítico, por isso devemos começar já a adotar medidas de defesa. O problema não é se o Irã já tem armas nucleares, mas se poderá obter tecnologias que possibilitarão fabricar estas armas”, ressaltou.

A secretária finalizou a viagem com uma visita à pista de patinação do clube CSKA de Moscou para observar o treino de um time infantil e elogiar as conquistas do esporte russo.

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