Forças militares libertaram nesta quinta-feira o presidente do Equador, Rafael Correa, após um confronto contra os policiais rebelados que o mantinham refugiado em um hospital.
Correa deixou o hospital e foi levado ao Palácio de Carondelet, a sede do Executivo, onde era esperado por alguns ministros. Em seguida, se dirigiu a centenas de seus partidários reunidos junto ao edifício.
O presidente foi retirado do hospital após um tiroteio de mais de meia hora, e afirmou que houve pelo menos uma morte por conta do conflito.
Imagens de televisão mostraram um homem ferido, mas a imprensa ainda não sabe informar se era um policial ou um militar.
Segundo pôde constatar a agência Efe, duas pessoas ficaram feridas nos arredores do hospital, de onde os militares evacuaram os civis após o resgate do presidente.
Antes do início do tiroteio, grupos de militares, que estavam em um local afastado, se aproximaram em caminhões ao Hospital da Polícia Nacional, e imediatamente começou a troca de tiros.
Correa estava no terceiro piso do edifício, onde passou todo o dia. Com ele estavam homens do Grupo de Operações Especiais (GOE), um corpo de Polícia que se manteve leal ao Governo.
O ataque aconteceu depois do fracasso das negociações do Governo com os rebeldes para que libertassem Correa, mantidas durante todo o dia, segundo disse à Efe o ministro da Defesa, Javier Ponce.
O ministro indicou que o Governo não tinha nenhuma intenção de ceder às reivindicações dos policiais, que protestam contra uma redução de seus benefícios salariais prevista em projeto de lei.