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Em escalada de violência, Netanyahu promete aumentar ataques contra Faixa de Gaza

Escalada de hostilidades entre Israel e o Hamas –considerado uma facção terrorista por Israel, EUA e União Europeia– foi desencadeada por confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses

Foto: AFP

O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu anunciou nesta terça-feira (11) que Israel vai intensificar a força e a frequência dos ataques contra a região de Gaza, após o segundo dia de disparos de foguetes que deixaram ao menos 28 pessoas mortas – duas em Israel e 26 em Gaza.

A escalada de hostilidades entre Israel e o Hamas –considerado uma facção terrorista por Israel, EUA e União Europeia– foi desencadeada por confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, nesta segunda-feira (10).

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, ao menos 26 palestinos morreram, incluindo nove crianças, e 122 ficaram feridos em decorrência do revide israelense depois que o Hamas atacou Jerusalém pela primeira vez desde 2014.

Em Israel, as autoridades confirmaram que duas mulheres morreram em ataques com foguetes na cidade de Ashkelon, no sul do país. A polícia disse ainda que mais de 30 pessoas ficaram feridas, embora os militares tenham afirmado que suas defesas aéreas estavam interceptando cerca de 90% dos disparos vindos de Gaza.

Na cidade de Beit Hanooun, no norte de Gaza, Abdel-Hamid Hamad disse à agência de notícias Reuters que seu sobrinho Hussein, 11, foi morto na segunda-feira no que os moradores disseram ter sido um ataque aéreo israelense. O menino estava recolhendo lenha quando foi atingido.

“Gaza está farta e nada faz diferença agora. Nossos filhos estão sendo mortos. O que devemos fazer?” disse Hamad.
Israel contesta os relatos das autoridades de Gaza sobre as vítimas, dizendo que matou pelo menos 15 combatentes do Hamas e que um terço das centenas de foguetes lançados pelos militantes islâmicos teria caído em seu próprio território e causado as outras mortes.

Jerusalém, reverenciada por judeus, palestinos, cristãos e muçulmanos, tem vivido em estado de tensão desde o início do ramadã, mês sagrado para o islamismo. No centro dos conflitos, estão a liberdade de culto em alguns pontos da Cidade Antiga –que os palestinos dizem estar sendo tolhida– e uma decisão judicial que prevê o despejo de famílias palestinas de uma área disputada em Jerusalém.

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As informações são da FolhaPress






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