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Em coma há mais de dois anos, ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon completa 80 anos

Arquivo Geral

26/02/2008 0h00

O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon completa hoje 80 anos, pill mais de dois anos após entrar em coma, this web e um dia antes de seu filho Omri entrar na prisão acusado de financiamento ilegal de campanha eleitoral.

“A situação de Sharon permanece estabilizada, não há nenhuma mudança em seu estado médico”, informou à Efe uma porta-voz do hospital Sheva, na cidade israelense de Tel Hashomer, onde o ex-chefe de Governo é atendido.

Segundo esta mesma fonte, a vida de Sharon se prolongará “pelo tempo que Deus julgar necessário”.

Membros de sua família declararam ao jornal “Yedioth Ahronoth” que o ex-primeiro-ministro israelense teve uma pequena melhora, e que está “consciente daqueles que o rodeiam”.

Acrescentaram ainda que, durante o dia, ele respira por seus próprios meios, sem a ajuda de aparelhos.

O polêmico político e general israelense, fundador do Partido Kadima, permanece em coma desde que sofreu um derrame, em 4 de janeiro de 2006.

A família comparecerá hoje ao hospital para celebrar com ele seu aniversário, em uma singela cerimônia, que marcará a última vez que seu filho Omri o verá antes de entrar na prisão, amanhã, pelo crime de financiamento ilegal de campanha eleitoral.

Omri, ex-deputado, foi condenado a sete meses de prisão, além do pagamento de uma multa de 300 mil shekels, após ser declarado culpado de aceitar doações privadas para a campanha eleitoral de seu pai, em 1999, e de prestar falso testemunho durante a investigação do caso.

A princípio, a pena imposta foi de nove meses de prisão e mais nove de prisão condicional, mas pouco após a doença de seu pai, o Tribunal de Tel Aviv reduziu o período de prisão para sete meses, ao levar em consideração a difícil situação pela qual passava sua família.

“Não sinto remorso. Não vou pedir nenhum indulto. Vou para a prisão”, disse recentemente Omri a um de seus amigos, sobre um caso pelo qual todos os analistas atribuíram a responsabilidade a seu pai.

Segundo esta teoria, Omri teria assumido a responsabilidade para não prejudicar a carreira do pai, que à época já era primeiro-ministro.

“Não me falaram de férias, mas acho que sairei até o fim da pena. Quando sair, virei imediatamente para ver meu pai. Enquanto isso, ele estará nas mãos de pessoas que o tratam com carinho e devoção”, afirmou o ex-deputado, em declarações publicadas ontem pelo jornal “Yedioth Ahronoth”.

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