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Elevado alerta no sul da Baixa Califórnia pela tempestade <i>Rick</i>

Arquivo Geral

21/10/2009 0h00

O Sistema Nacional de Defesa Civil (Sinaproc) mexicano elevou para “laranja” (alto) o nível de alerta no município de Los Cabos, no estado mexicano de Baixa Califórnia Sul, diante da proximidade da tempestade tropical “Rick”, que atingirá a área com fortes chuvas e ventos em algumas horas.

“Temos certeza de que vai chover forte por toda a noite”, disse à Agência Efe o diretor de Defesa Civil do estado, José Gajón, acrescentando que, por enquanto, cerca de 100 pessoas foram evacuadas.

As aulas – que serão suspensas a partir de hoje – aconteceram normalmente na terça-feira, exceto nos colégios que servirão de abrigo para os deslocados.

Segundo o boletim informativo do Sistema Meteorológico Nacional (SMN) das 20h (21h de Brasília), a tempestade tropical “Rick” enfraqueceu nas últimas horas e seu centro estava 250 quilômetros ao su-sueste de Los Cabos, para onde se dirige a uma velocidade de 15 km/h, com ventos sustentados de 100 km/h e sequências de até 120 km/h.

Além de Los Cabos, está em alerta “laranja” a área de Isla Socorro, de onde “Rick” se afasta, e em nível “amarelo” (moderado) o sul de Sonora, o centro e o sul de Sinaloa.

Um porta-voz de Defesa Civil deste último estado disse à agência Efe o alerta levou ao fechamento de vários portos, entre eles os de Mazatlán, Altata e Topolobambo.

“Aqui o problema não seriam chuvas intensas, mas a acumulada no dia”, acrescentou a fonte.

Para enfrentar a possível destruição que “Rick” causar em sua passagem pelo noroeste do México, a Comissão Federal de Eletricidade (CFE) deslocou ao local 2,6 mil eletricistas, assim como 600 veículos, 317 guindastes, dois helicópteros e dois aviões leves.

Também foram enviados a Baixa Califórnia Sul, Sonora e Sinaloa noventa geradores de eletricidade e carros pipa para a provisão de serviços básicos e de emergência.

Há três dias, “Rick” alcançou o nível máximo na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, e chegou a ter ventos sustentados de até 285 km/h, como ocorreu no início de setembro com o furacão “Jimena”, que também acabou atingindo o México muito mais enfraquecido.

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