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Eleições municipais e departamentais põem em xeque democracia na Colômbia

Por Arquivo Geral 27/10/2007 12h00


Não são poucos na Colômbia os que pensam que o que está em jogo nas eleições municipais e departamentais (estaduais) deste domingo é a democracia, page porque temem que os políticos corruptos e os atentados e ameaças influenciem de forma decisiva o pleito.

Em comparação com as últimas eleições regionais, stomach em 2003, os índices de violência e de ameaças atuais apresentam uma redução considerável, segundo a missão de observadores enviada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), com mais de 130 integrantes de 23 países.

Na véspera do pleito “há normalidade” no país, afirma o diretor de Segurança Pública da Polícia Nacional, o general Orlando Páez Barón. No entanto, segundo a missão da OEA, há níveis de risco em mais de 500 municípios, ou seja, a metade do total, embora outras informações reduzam o número para cerca de 400.

A violência, sobretudo a atribuída à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), deixou até o momento 29 candidatos mortos. As denúncias são contadas por dezenas, e foram registrados atentados contra candidatos e sedes de partidos e movimentos envolvidos na disputa eleitoral.

A redução da violência e das ameaças, citada pela OEA, poderia ser explicada pelo fato de que as Farc não têm agora a capacidade que possuía há anos para atacar e influenciar nas eleições, quando controlavam efetivamente muitas regiões do país.

Mas apesar de as formas de violência direta serem ainda preocupantes, talvez o maior temor dos cidadãos colombianos neste pleito seja a influência de práticas corruptas eleitorais de candidatos e caciques regionais, sobretudo após o escândalo da “parapolítica”.

O escândalo ganhou esse nome pela conivência de inúmeros políticos com os paramilitares de extrema-direita das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que impunham seus candidatos além de ameaçar, assassinar, extorquir e roubar.

Por esse escândalo, suscitado após a desmobilização dos paramilitares, encontram-se presos cerca de 20 congressistas. Muitos outros estão sendo investigados pelo caso, que envolveu ainda governadores e outros políticos.

A influência que os paramilitares possam ter ainda nas regiões que um dia controlaram é algo que está para ser observado na eleição deste domingo. Também estarão em questão possíveis alianças, que alguns classificam como mafiosas, entre políticos locais e rebeldes, e por isso muitos interpretam que nessas eleições estão em jogo a democracia e as instituições.

Mais de 200 partidos, movimentos políticos e coalizões apresentaram candidatura. Mas pouco está claro ou definido quanto à singularidade ideológica ou programática de todas essas forças. E isso ocorre com os candidatos avalizados pelos principais partidos do país, tanto da oposição como dos “uribistas”, ou seja, os que apóiam o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Por exemplo, o esquerdista Pólo Democrático Alternativo (PDA) e o Partido Liberal, ambos oposicionistas, apóiam os mesmos candidatos em alguns lugares, enquanto se enfrentam abertamente em outros, como na disputa para a Prefeitura de Bogotá.

Domingo mais de 27 milhões de colombianos estão aptos a votar para escolher, entre mais de 86 mil candidatos, seus representantes em 1.098 municípios, 32 governos departamentais e 418 cargos de deputados regionais.

Desde ontem está em vigor no país a lei seca, que proíbe a venda e o consumo de álcool em locais públicos, assim como o porte de armas. Além disso, um total de 167.559 soldados e policiais já está com a tarefa de vigiar os 9.950 postos de votação disponibilizados em todo o território, além de membros de outras instituições armadas e de organismos de inteligência que têm como atribuição garantir um clima de tranqüilidade nas eleições.






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