Além da alta participação feminina, a agência oficial de notícias kuwatiana “Kuna” destacou que a jornada eleitoral transcorreu com normalidade.
O único incidente que houve foi um desmaio devido às altas temperaturas -de até 42º Celsius- registradas hoje no rico emirado árabe.
As maiores cotas de participação foram registradas perto do horário de fechamento dos colégios eleitorais, segundo a agência.
A rede de televisão catariana “Al Jazira” no Kuwait trouxe denúncias de alguns candidatos sobre a suposta compra de votos em algumas circunscrições.
Um candidato independente, que pediu para não ser identificado, acusou na emissora um de seus adversários de comprar votos em algumas circunscrições eleitorais e pediu uma investigação ao Ministério do Interior.
O candidato também afirmou que em alguns colégios alguns supervisores foram impedidos de entrar para controlar o andamento do processo.
Por sua parte, o ministro do Interior, xeque Jaber Khaled al-Sabah, elogiou em declarações à “Kuna” os esforços feitos pelos ministérios envolvidos na votação e o papel desempenhado pela imprensa local “para cobrir este ato da democracia”.
Um total de 361.657 kuwatianos estavam aptos a votar para escolher entre os 275 candidatos, que incluíam 27 mulheres.
Os aspirantes islâmicos e tribais são os favoritos para vencer as eleições, as segundas nas quais as mulheres podem votar.
As eleitoras, que obtiveram o direito de ser candidatas e de votar em maio de 2005, representam 56% do eleitorado.
As eleições foram realizadas depois que o último Parlamento, dominado pelos deputados islâmicos e tribais, foi dissolvido em 19 de março pelo emir do Kuwait, o xeque Sabah al-Ahmad al-Sabah, após uma crise entre os poderes Legislativo e Executivo, que causou a demissão do Governo.
Os analistas não esperam um êxito notável das mulheres nesta votação, devido principalmente à natureza conservadora da sociedade.