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Eleição de Cristina Kirchner foi uma aposta na continuidade, diz pesquisa

Arquivo Geral

30/10/2007 0h00

Os argentinos elegeram Cristina Fernández para governar não por suas qualidades pessoais, about it mas porque representa uma continuidade da gestão de seu marido, dosage o presidente Néstor Kirchner, segundo uma pesquisa divulgada hoje.

A continuidade da gestão de Kirchner pesou mais que os atributos pessoais e as propostas da primeira-dama, que baseou sua vitória no voto dos mais pobres, nos jovens de 18 a 34 anos e nas pessoas que vivem em cidades e em locais com poucos habitantes.

A pesquisa, feita por telefone com 2 mil pessoas pelo Centro de Estudos de Opinião Pública para o jornal “Clarín”, foi divulgada dois dias depois que a candidata governista venceu as eleições, com 44,9% dos votos.

Para 41,1% dos entrevistados que votaram em Cristina, de 54 anos, ela representa a “continuidade do modelo de gestão” implementado por Kirchner em seus quatro anos de Governo.

Já 14,3% avaliaram os atributos pessoais da também senadora, 13%, seu programa de Governo, e 9,8% disseram que era a melhor candidata.

A centro-esquerdista Elisa Carrió foi a segunda candidata mais votada no domingo, com 22,9% dos votos, enquanto em terceiro ficou o centro-progressista Roberto Lavagna, com 16,8%.

Dos eleitores de Carrió, 19,2% a definiram como a melhor opção de oposição, mas outros reconheceram seus projetos (18,1%), o fato de representar uma mudança (16,5%) e seus atributos pessoais (14,2%).

Segundo a pesquisa, a candidata da Coalizão Cívica foi a escolha das pessoas com mais de 50 anos, com alto nível social e econômico e que vivem nos grandes centros urbanos da Argentina.

No caso de Lavagna, 20,5% de seus eleitores avaliaram as qualidades pessoais do ex-ministro da Economia de Kirchner, enquanto 19,1% apoiaram seus projetos, 11,1% o viam como um seguidor do modelo de gestão e 10,8% afirmaram que traria mudanças.

Lavagna ocupou a pasta de Economia durante o Governo provisório do peronista Eduardo Duhalde (2002-2003) e foi o responsável pela recuperação do país após a grave crise registrada no final de 2001. Ele continuou no cargo até 2005, quando renunciou por suas divergências com Kirchner.

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