Mais de 1.000 civis morreram em ataques de drones no Sudão entre janeiro e maio, informou nesta segunda-feira (15) o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
O país africano está em guerra desde abril de 2023, quando começou um conflito pelo poder entre o Exército oficial e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR).
“No Sudão, o terrível conflito se expandiu e se intensificou, marcado por um forte aumento no uso de drones de guerra. Entre janeiro e maio de 2026, nosso escritório documentou a morte de mais de 1.000 civis em ataques com drones”, declarou o alto comissário Volker Türk em uma sessão do Conselho de Direitos Humanos.
O alto comissário afirmou que, como parte das hostilidades, “os estupros e violências sexuais são onipresentes” no país.
Os combates e ataques com drones se intensificaram nos últimos meses na região de Kordofan e no estado do Nilo Azul, perto da fronteira com a Etiópia, depois que, em outubro do ano passado, as FAR tomaram a cidade de El Fasher, em Darfur, no oeste.
A guerra provocou mais de 200.000 mortes, segundo algumas estimativas. A ONU aponta a pior catástrofe humanitária do planeta.
AFP