Duas pessoas foram presas em Nova York porque, segundo as autoridades, pretendiam cometer um ataque terrorista na cidade, supostamente contra uma sinagoga, embora também considerassem o Empire State entre seus difusos alvos.
“Detetives da Polícia de Nova York detiveram ontem (quarta-feira) dois homens que aparentemente queriam destruir uma grande sinagoga em Manhattan, e inclusive compraram armas e uma granada de um agente encoberto”, anunciou nesta quinta-feira o prefeito Michael Bloomberg.
Em entrevista coletiva, Bloomberg acrescentou: “Felizmente, muito antes que suas aspirações pudessem se materializar, agentes da Polícia já os tinham observado e estavam em condições de prendê-los antes que pudessem matar pessoas inocentes”.
Os detidos são Ahmed Ferhani, argelino de 26 anos que chegou aos Estados Unidos em 1995 com sua família em busca de asilo, e Mohammed Mamdouh, marroquino de 20 que conseguiu a nacionalidade em 1999.
Ambos têm cidadania americana, vivem no bairro nova-iorquino de Queens e nesta quinta-feira foram acusados de conspirar para cometer um ato terrorista e um crime de ódio, assim como porte ilegal de armas, acusações que podem levá-los à prisão perpétua.
Segundo o documento de acusação, os dois comentaram reiteradamente com um agente encoberto que queriam obter armas e treinamento para cometer atos terroristas em Nova York. Após sete meses de operação sigilosa, foram presos na quarta-feira depois de comprarem duas armas semiautomáticas e uma granada de mão.
“Ferhani foi gravado falando de sua intenção de dar apoio financeiro à causa palestina em Gaza e, possivelmente, de viajar para lá para se unir à luta contra Israel e matar soldados israelenses”, diz a acusação, que acrescenta que também falou em algum momento de atentar contra o Empire State, o maior arranha-céu da cidade desde o ataque às Torres Gêmeas.
“Os acusados tomaram medidas concretas para bombardear e matar em sinagogas de Nova York”, disse o promotor distrital Cyrus Vance na mesma entrevista coletiva, na qual o principal responsável da Polícia nova-iorquina, Raymond Kelly, insistiu que “não há ameaças específicas contra Nova York pela morte de Osama bin Laden”.
As autoridades de Nova York mantêm um elevado nível de alerta para possíveis ataques terroristas, especialmente depois que no início do mês foi anunciada a morte do líder da Al Qaeda por um comando americano.