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Dois atentados sucessivos sacodem a Noruega

Arquivo Geral

22/07/2011 21h45

Pelo menos 17 pessoas morreram nesta sexta-feira em um atentado com carro-bomba no complexo governamental de Oslo e em um tiroteio em um acampamento juvenil próximo à capital, ataques que a Polícia não atribui ao terrorismo internacional, mas a uma variante local afim de movimentos antissistema.

 

 

Os dois ataques, realizados com algumas horas de diferença, estão relacionados entre si, segundo fontes policiais, que implicam o suposto autor do tiroteio, detido após sua ação, com o atentado da capital, que afetou quatro edifícios governamentais.

 

 

O detido, um cidadão norueguês segundo revelou o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, em pronunciamento à imprensa, estava armado com um fuzil automático e, segundo as investigações policiais, é vinculado ao atentado de Oslo.

 

 

Trata-se de um homem de 32 anos, que até o momento não revelou os motivos de sua ação nos interrogatórios e, antes do tiroteio, foi visto na região onde aconteceu a explosão.

 

 

O Governo do social-democrata Stoltenberg, que previa visitar o acampamento das juventudes de seu partido neste sábado, convocou uma reunião urgente de crise para avaliar a situação, enquanto controles em fronteiras, aeroportos e estradas eram reforçados.

 

 

Stoltenberg condenou com toda severidade os atentados e garantiu que tais ataques não solaparão o compromisso dos noruegueses com a democracia e com um mundo melhor.

 

 

O primeiro dos ataques foi realizado às 13h20 GMT (10h20 de Brasília) com a explosão de uma potente bomba no complexo do Governo, situado no centro de Oslo, onde morreram sete pessoas e 15 ficaram feridas.

 

 

No acampamento das juventudes social-democratas (UAF) na ilha de Utoya, a cerca de 20 quilômetros da capital, as autoridades informaram de dez assassinados a tiros, após horas de confusão acerca da tragédia e enquanto alguns meios de imprensa citavam a testemunhas que falavam de até 30 mortos.

 

 

Segundo a imprensa norueguesa, o agressor entrou no acampamento com uniforme policial com o pretexto de fazer a segurança do local e abriu fogo indiscriminadamente a seu redor. O suspeito tinha servido anteriormente na Polícia e falava com sotaque de Oslo.

 

 

Algumas horas depois dos ataques, e enquanto a imprensa norueguesa divulgavam imagens de pessoas feridas e prédios destroçados no centro de Oslo, o grupo jihadista Ansar al Jihad al Alami reivindicava a autoria desde Nova York. A própria organização islamita se retratou depois, através de um fórum na internet.

 

 

Nenhum membro do Governo ficou ferido na explosão na capital, adiantou Stoltenberg, logo após o ocorrido, por telefone e de um lugar não revelado por razões de segurança.

 

 

Nesse primeiro discurso qualificou de “muito grave” a situação, ao qual seguiram depois as primeiras informações, envoltas em confusão, sobre o tiroteio, realizado às 15h30 GMT (12h30 de Brasília) em instalações ocupadas por cerca de 560 pessoas na ilha de Utoya.

 

 

No acampamento da UAF tinha pronunciado na manhã desta sexta-feira um discurso Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-ministra social-democrata da Noruega em três ocasiões, à espera da chegada, no sábado, de Stoltenberg.

 

 

Em Oslo, a Polícia isolou todo o complexo governamental imediatamente depois do atentado, enquanto as dependências divisórias, a estação de ferrovia, vários shoppings eram evacuados e a área era revistada na busca de outras possíveis bombas.

 

 

Além disso, as redações dos principais meios de imprensa do país, como a rádio pública “NRK”, os jornais “VG”, “NTB”, “Aftenposten” e o canal “TV2”

 

 

O prédio que abriga os escritórios do primeiro-ministro ficou seriamente afetado, junto com outros imóveis vizinhos, onde os vidros das janelas explodiram.

 

 

Entre os imóveis afetados também se encontra o do popular jornal norueguês “VG”.

 

 

Após a explosão foram registradas cenas de pânico pelas ruas, com pessoas correndo, algumas delas ensanguentadas.

 

 

Imagens da televisão norueguesa mostram logo após as explosões cenas de caos no centro do distrito governamental.

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    Arquivo Geral

    22/07/2011 16h43

    Pelo menos sete pessoas morreram nesta sexta-feira em um atentado com carro-bomba no complexo governamental de Oslo, ao qual seguiu um tiroteio em um acampamento juvenil próximo à capital norueguesa, no qual, segundo testemunhas, houve outros quatro mortos, que ainda não foram confirmados por fontes oficiais.


    O grupo jihadista Ansar al Jihad al Alami reivindicou em comunicado os ataques terroristas, segundo o jornal “The New York Times”.

    A Polícia, que relacionou os dois ataques, informou sobre sete mortes e pelo menos 15 feridos no atentado ocorrido por volta das 10h20 (horário de Brasília) em um complexo de edifícios do Governo situado no centro de Oslo.

    Ainda continua a confusão, por outro lado, sobre as vítimas em um acampamento das juventudes social-democratas (UAF) na ilha de Utoya, próxima à capital, e aonde se esperava que fosse neste sábado o primeiro-ministro Jens Stoltenberg.


    Nenhum membro do Governo ficou ferido na explosão na capital, informou o próprio Stoltenberg por telefone e de um lugar não revelado, por razões de segurança, após qualificar a situação de muito grave.

    Segundo alguns meios de imprensa noruegueses, o alvo do carro-bomba da capital era o Ministério de Energia e Petróleo.

    No acampamento juvenil, o tiroteio ocorreu por volta das 12h30 (Brasília), duas horas depois do atentado, em instalações ocupadas por cerca de 560 pessoas na ilha de Utoya.

    O agressor era um homem vestido com um uniforme da Polícia que foi detido posteriormente, segundo informações policiais.

    No acampamento da AUF, Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-ministra social-democrata da Noruega por três vezes tinha feito um discurso pela manhã.


    Em Oslo, a Polícia isolou todo o complexo governamental imediatamente após o atentado, enquanto dependências, a estação ferroviária e vários shoppings eram evacuados, e se revistava a área na busca de outras possíveis bombas.


    Além disso, as redações dos principais meios de imprensa do país, como a rádio pública “NRK”, os jornais “VG”, “NTB”, “Aftenposten” e o canal “TV2”,

    O prédio que abriga os escritórios do primeiro-ministro ficou seriamente afetado, junto com outros imóveis vizinhos, onde os vidros das janelas explodiram.

    Entre os imóveis afetados também se encontra o do popular jornal norueguês “VG”.

    Após a explosão foram registradas cenas de pânico pelas ruas, com pessoas correndo, algumas delas ensanguentadas.

    Imagens da televisão norueguesa mostram logo após as explosões cenas de caos no centro do distrito governamental.

    Diversos meios de comunicação locais informam da existência de um automóvel destroçado, onde poderia ter sido colocada uma bomba, estacionado na frente um dos prédios afetados.

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