Investigadores legistas de Nova York encontraram restos de DNA do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn na camisa da camareira que o acusou de tentativa de estupro, usada por ela no momento do suposto crime, informou nesta segunda-feira a rede de televisão “NBC”.
A emissora, que cita fontes da investigação, anunciou que o resultado do exame de DNA deu “positivo” e que outros testes continuam sendo feitos na cena do suposto crime, ocorrido no último 14 na suíte onde Strauss-Kahn estava hospedado em um hotel de Manhattan.
Os investigadores já haviam obtido amostras de DNA de Strauss-Kahn quando o ex-diretor do FMI foi detido, e esse material foi comparado com os restos de DNA encontrados na camisa da camareira do hotel, um imigrante da Guiné de 32 anos.
Além da “NBC”, outros meios de comunicação nova-iorquinos, como o jornal “The New York Post”, assinalaram que os investigadores tinham encontrado restos de sêmen do economista francês, de 62 anos, na roupa da mulher.
Esse jornal indicou que a Polícia de Nova York já tinha notificado às autoridades francesas sobre os resultados dessas investigações.
DSK, como o economista é conhecido na França, responde na Justiça americana por sete acusações, entre elas a de tentativa de estupro.
Se considerado culpado, pode ser condenado a penas de três a 25 anos de prisão por cada acusação. A próxima audiência judicial será no dia 6 de junho.