Craig Watkins, web promotor do condado de Dallas (Texas), tornou públicos hoje documentos históricos relacionados ao assassinato do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy que estiveram guardados por décadas em uma caixa-forte de um juizado.
Watkins disse hoje em entrevista coletiva que tinha decidido divulgar os documentos para manter um Governo transparente.
“Não temos nada a esconder, portanto estamos tornando público tudo o que encontramos na caixa-forte”, disse o promotor em um evento que ocorreu no juizado Frank Crowley, de onde foi possível ver o local no qual JFK foi assassinado em 22 de novembro de 1963.
O jornal “The Dallas Morning News” antecipou a descoberta no domingo em matéria exclusiva, gerando um grande interesse midiático hoje na cidade de Dallas.
Durante a entrevista coletiva, o periódico conta que Watkins ficou em pé hoje ao lado de duas mesas com mais de uma dúzia de caixas de papelão cheias de documentos.
Em cima das mesas estavam também expostos outros artigos, como o coldre de couro de Jack Ruby, o homem que matou Lee Harvey Oswald, responsável pelo assassinato de Kennedy, em 1963.
Entre os documentos que acabam de ser publicados figuram cartas pessoais do promotor Henry Wade, que liderou a acusação contra Ruby, e peças de roupa que, segundo o jornal, aparentemente pertenceram a Ruby e Oswald.
Além disso, também foi divulgada a transcrição de uma suposta conversa entre Ruby e Oswald na qual estes planejavam assassinar JFK porque a máfia queria “se livrar” de seu irmão, o procurador-geral Robert Kennedy.
Gary Mack, conservador do The Sixth Floor Museum, um museu com sede em Dallas que examina a vida, morte e legado de JFK, afirmou na semana passada que a conversa não poderia ter ocorrido, pois está bem documentado que Oswald estava em casa com sua mulher na noite na qual o diálogo teria acontecido.
Watkins disse que não sabe se a conversa era verdadeira ou falsa, mas afirmou que o que está claro é que “inaugurará um debate sobre se existiu uma conspiração para assassinar o presidente”.
Outro documento parece ser um contrato assinado por Wade para um filme e é datado de 27 de abril de 1967. Watkins explicou que não sabe o motivo de este não ter sido produzido.
O promotor do condado de Dallas indicou que seu escritório ainda não acabou de escanear toda a informação e antecipou que assim que finalizar essa tarefa, pretende doar a informação a alguma instituição.