As autoridades do Iêmen decidiram nesta quarta-feira fechar o aeroporto internacional de Sana como medida cautelar diante dos violentos confrontos entre as forças de segurança e as milícias tribais na capital e nos arredores do aeroporto.
“O aeroporto foi fechado para voos de maneira temporária por motivos de segurança”, disse à Agência Efe uma fonte do aeroporto, que preferiu não ser identificada.
Os combates entre policiais e homens armados leais ao influente líder tribal Sadeq bin Abdullah al Ahmar se intensificaram nesta quarta-feira no bairro de Al Hasba e se estenderam à área de Arhab, ao norte do aeroporto.
Os aviões se aproximam do aeroporto pelo norte e já sobrevoam em baixa altura ao passar por essa região antes de aterrissar, o que motivou o fechamento do terminal aéreo.
A fonte explicou que, por enquanto, um voo das companhias aéreas iemenitas procedente do Cairo teve de ser desviado à cidade portuária de Áden, enquanto um voo doméstico com direção à cidade de Taiz acabou sendo cancelado.
As Forças Armadas iemenitas fecharam todos os acessos à capital para evitar que mais milicianos seguidores de Ahmar entrem na cidade para se unir à luta.
Fontes militares informaram à Efe que as Forças Armadas estão preparadas para uma eventual mobilização em Sana depois que os seguidores do chefe tribal tomaram vários edifícios públicos, entre eles a sede da companhia aérea Yemenia Airways e os edifícios dos Ministérios de Turismo e Indústria.
Desde o início dos combates na segunda-feira passada, morreram pelo menos 22 policiais, 15 homens armados simpatizantes de Ahmar e cinco membros de uma mesma família.
A tensão que se vive em Sana ocorre em meio aos protestos políticos que vêm atingindo o Iêmen desde o fim de janeiro, que exigem a queda do regime de Ali Abdullah Saleh, no poder desde a unificação do Iêmen – entre as regiões norte e sul -, em 1990.