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Mundo

Distúrbios deixam pelo menos 45 mortos na Síria

Arquivo Geral

03/06/2011 19h26

 Pelo menos 45 pessoas morreram e centenas ficaram feridas nesta sexta-feira pelos disparos das forças de segurança contra manifestantes na localidade síria de Hamah, segundo diversos grupos opositores.

A organização Revolução Síria contra Bashar al-Assad mostrou no Facebook uma lista com os nomes dos mortos desta sexta-feira em Hama e apontou que os hospitais da região perderam o controle da situação pela falta de sangue e de material para tratar das urgências.

A ONG ressaltou que os hospitais da região perderam o controle da situação pela falta de sangue e de material para tratar as emergências.

Os chamados Comitês Locais de Coordenação na Síria declararam que, até o momento, o hospital Al Horani de Hamah recebeu cerca de 40 corpos com marcas de tiros na cabeça e no pescoço.

Em declarações à rede de televisão “Al Jazeera”, um dos moradores de Hamah, Abu Faisal, assinalou que os soldados dispararam com metralhadoras contra os manifestantes.

Segundo Faisal, dos 700 mil habitantes da cidade, 100 mil saíram nesta sexta-feira às ruas para protestar contra o regime de Bashar al Assad.

Outro morador, Ahmad Hussein, afirmou que contabilizou nos hospitais mais de 30 mortos e centenas de feridos e assegurou que a manifestação prosseguia pacificamente.

Hussein destacou que as forças de segurança dispararam indiscriminadamente contra os manifestantes com armas automáticas e metralhadoras.

Além disso, em Deir Zur, no leste, pelo menos oito pessoas perderam a vida e 25 ficaram feridas, várias delas com gravidade, pela repressão dos militares.

A Síria realiza uma nova jornada de protestos contra o regime de Assad batizada como “Sexta-feira das Crianças da Liberdade”, em homenagem aos meninos e meninas mortos durante as revoltas populares, iniciadas em meados de março.

Milhares de sírios saíram às ruas em várias localidades, apesar das detenções e do desdobramento dos tanques do Exército.

Mais de mil manifestantes morreram desde o início dos protestos que se intensificaram e se estenderam por várias cidades da Síria. 

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