Membros da dissidência interna de Cuba indicaram nesta quarta-feira que dois presos políticos, que se negam a partir ao exílio na Espanha como condição para serem libertados, se declararam em greve de fome.
Diosdado González Marrero e Pedro Arguelles Morán são os dois prisioneiros em questão, ambos pertencentes ao Grupo dos 75 (opositores condenados na Primavera Negra de 2003), disseram à Efe porta-vozes das entidades Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) e das Damas de Branco (parentes de presos políticos).
Do Grupo dos 75, até o momento, 11 permanecem presos.
Acredita-se que os dois prisioneiros tenham começado a greve de fome entre esta segunda e quarta-feira.
Eles fizeram o protesto em solidariedade à greve de fome iniciada em 28 de janeiro por Alexandrina García, esposa de Diosdado González Marrero e membro das Damas de Branco.
Alexandrina, de 44 anos, disse à Agência Efe que manterá a greve de fome até que seu marido seja posto em liberdade. As declarações da ativista foram feitas por conversa telefônica, em sua residência, na cidade de Periquito (província de Matanzas), a cerca de 180 quilômetros de Havana.
A CCDHRN supõe que o regime cubano utilize os 11 prisioneiros de consciência ainda detidos como “reféns” para que a Espanha mantenha “a porta aberta” para “se desfazer” de outro tipo de presos, tal como indicou nesta quarta-feira à Agência Efe Elizardo Sánchez, fundador da entidade.