Ao menos 14 pessoas morreram na cidade sulina de Karachi, a mais populosa do Paquistão, após uma disputa entre dois partidos políticos, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.
O ministro do Interior da província de Sindh, cuja capital é Karachi, Mansour Wasan, disse à imprensa que 14 pessoas morreram nesta quarta-feira, outras 25 ficaram feridas e 30 veículos foram incendiados nos distúrbios.
A nova onda de violência começou após as declarações na quarta-feira de um alto cargo do governante Partido Popular (PPP) em Sindh, Zulfiqar Mirza, que entrou em confronto com a principal força de Karachi, o Muttahida Quami Movement (MQM).
Mirza chamou de “criminoso” o chefe do MQM, o exilado Altaf Hussain, o que incomodou a bancada deste partido: formado por pessoas da etnia que falam urdu que chegaram da Índia ao Paquistão após a partilha do subcontinente em 1947.
A imprensa paquistanesa informou que uma manifestação nesta quinta-feira em direção à residência de Mirza, mas fontes policiais consultadas pela Efe afirmaram que a multidão não chegou finalmente a sua casa.
As autoridades paquistanesas ordenaram lançar durante as últimas semanas várias operações nos bairros mais afetados pela violência para combater os distúrbios.
Isso incluiu a presença de centenas de membros da guarda de fronteiras, um corpo de segurança independente do Exército.
A capital financeira do Paquistão se transformou no palco das disputas pelo poder de várias etnias ligadas a partidos políticos e grupos criminosos.
Pelo relatório da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP), no ano passado foram assassinadas 750 pessoas nesta cidade, com e sem vinculação a partidos políticos.