O discurso que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve pronunciar na próxima 3ª feira, em função do início do ano letivo local, está sendo atacado por opositores republicanos, que o acusam de perseguir uma agenda política.
Obama irá a uma escola do estado da Virgínia, próximo a Washington, para falar com estudantes em um pronunciamento que será transmitido ao vivo através da site da Casa Branca.
O objetivo de Obama é, segundo a Casa Branca, encorajar os mais jovens a continuar seus estudos e a buscar uma educação superior, mas alguns conservadores dizem que o evento tem teor político, e sustentam que o presidente quer doutrinar os jovens.
A controvérsia fez com que várias escolas em diferentes estados do país, como Texas, Illinois, Minnesota, Missouri, Virgínia e Wisconsin tenham decidido não mostrar o discurso a seus estudantes.
Outras ainda estão considerando o que fazer, e deram a opção aos pais de decidir se querem que os filhos o assistam ou não.
“No que se refere a mim, não se trata de educação cívica, mas aparenta um culto à personalidade”, afirmou à imprensa, nesta semana, o senador Steve Russell, de Oklahoma.
“Isto é algo que se espera ver na Coreia do Norte ou no Iraque de Saddam Hussein”, completou.
Os críticos conseguiram fazer com que a Casa Branca mudasse alguns pontos do discurso, entre eles uma “tarefa” que o presidente tinha pedido às crianças para que “escrevessem cartas dirigidas a si mesmos perguntando o que poderiam fazer para ajudar o presidente”.
Após a revisão, o texto agora pede que os estudantes escrevam “cartas dirigidas a si mesmos sobre como podem alcançar seus objetivos educativos a curto e médio prazo”.
A Casa Branca planeja colocar o discurso na íntegra em seu site, na 2ª feira, para que os pais possam lê-lo.