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Mundo

Dirigente do Hamas diz que seu movimento não reconhecerá Estado de Israel

Arquivo Geral

21/04/2008 0h00

O dirigente do escritório político do movimento islâmico Hamas, cheap Khaled Meshaal, search disse hoje, more about em Damasco, que seu grupo não reconhecerá o Estado de Israel, embora esteja disposto a aceitar a criação de um Estado palestino tomando como referência as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias.

Em entrevista coletiva, Meshaal afirmou: “estamos de acordo com um Estado (palestino) baseado nas fronteiras do dia 4 de junho de 1967 – véspera do início da Guerra dos Seis Dias – com Jerusalém como capital, com uma verdadeira soberania, sem nenhum assentamento (israelense) e com o completo direito ao retorno (dos refugiados palestinos), mas sem o reconhecimento de Israel”.

Meshaal, que vive exilado em Damasco, acrescentou que o Hamas oferece a Israel uma trégua de dez anos assim que os israelenses se retirarem dos territórios ocupados durante o conflito citado: Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.

Estas declarações foram dadas após o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter afirmar hoje em Jerusalém que o Hamas está disposto a “reconhecer a existência de Israel como país vizinho”.

Além disso, Meshaal disse que o Hamas estaria disposto a aceitar um acordo de paz entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e Israel caso o povo palestino o aceite “através de um plebiscito nacional”

Também afirmou que rejeitou a oferta de anunciar um cessar-fogo unilateral, que lhe foi apresentada por Carter durante o encontro que tiveram em Damasco no último fim de semana.

Meshaal vinculou esta medida a um cessar-fogo de Israel e a “um acordo global alcançado graças à ajuda dos egípcios”.

“Experiências anteriores com os israelenses não encorajam a realizar iniciativas generosas”, declarou o dirigente do Hamas sobre o assunto.

Além disso, afirmou que seu grupo prefere a mediação egípcia para a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, seqüestrado por milicianos islâmicos em Gaza em 2006.

O Hamas exige a libertação de presos palestinos em troca do soldado israelense.

Meshaal também disse que a família de Shalit receberá, por ocasião do Pessach – oportunidade na qual se relembra a libertação do povo de Israel do cativeiro no Egito -, uma carta do soldado “como um gesto de boa vontade, apesar de os israelenses não tratarem os prisioneiros palestinos de uma forma humanitária”


 



 

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