Um dos principais opositores árabes israelenses declarou, nesta quarta-feira (28), à AFP que está disposto a apoiar um governo que derrube o primeiro-ministro em exercício, Benjamin Netanyahu, mas sem participar dele.
As eleições legislativas de terça-feira não resultaram em uma maioria clara.
Nesta quarta-feira, com 85% dos votos apurados, o bloco de Netanyahu (conservador) conquistava 54 das 120 cadeiras do Parlamento, sem atingir as 61 necessárias para obter a maioria.
A coalizão de oposição de Gadi Eisenkot contava com 49, enquanto os partidos árabes teriam 17 cadeiras, um recorde.
“Não vemos como poderíamos participar de uma coalizão nas circunstâncias atuais”, disse à AFP Yussef Jabareen, dirigente da Lista Unificada (extrema esquerda e nacionalistas).
Entre outros motivos, o político citou a guerra na Faixa de Gaza e a situação na Cisjordânia ocupada, onde aumentaram os assentamentos israelenses, considerados ilegais segundo o direito internacional, e os ataques violentos por parte dos colonos.
“Mas, para derrubar” a coalizão em exercício, liderada por Netanyahu, “poderíamos apoiar um governo alternativo, sem integrar esse governo”, afirmou Jabareen.
AFP