O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (fmi), Dominique Strauss-Kahn, foi detido em Nova York por um suposto delito sexual. Segundo The New York Times, Strauss-Kahn é acusado de atacar sexualmente uma funcionária de um hotel.
A classe política francesa recebeu neste domingo com surpresa a acusação por delitos sexuais sobre Strauss-Kahn, fato do qual sem querer questionar a presunção de inocência foi qualificado de “preocupante”.
A reação mais firme de todas as recebidas esta manhã foi a do líder do partido ultradireitista Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, que afirmou que “ficou definitivamente desacreditado como candidato à mais alta função do Estado”.
O político francês, considerado como o principal candidato socialista na luta pelas eleições presidenciais de 2012, foi detido este sábado em Nova York e terá que enfrentar acusações de tentativa de estupro, ato sexual delitivo e retenção ilegal.
“Os fatos reprováveis, se forem verdade, são de uma gravidade extrema”, acrescentou Le Pen, segundo a qual “por toda Paris, a Paris jornalística, a Paris política, circulam há meses rumores sobre as relações levemente patológicas que Strauss-Kahn parece manter com as mulheres”.
Mais comedida em sua reação foi a candidata às primárias socialistas Ségolène Royal, que perante os microfones da emissora Europe 1 pediu para se respeitar a presunção de inocência, e embora tenha dito que a notícia “tenha sido um choque, ainda está tudo por verificar”.
“Seria indecente fazer disto uma telenovela. Não é momento de comentar as consequências deste assunto sobre a política interna”, sustentou Ségolène.
Strauss-Kahn recebeu, neste sábado, em Nova York, a visita de um diplomata francês para “proteção consular”, informou neste domingo o Ministério das Relações Exteriores da França.
Um porta-voz ministerial indicou que o cônsul-geral em Nova York, Philippe Lalliot, visitou o economista preso na noite deste sábado. Segundo o porta-voz, a embaixada francesa nos EUA e o consulado “estão mobilizados” para o assunto e “em estreito contato com o FMI e as autoridades americanas”.
O político francês, à frente do FMI desde 2007, foi preso dentro do avião da companhia aérea Air France, quando seguia a Paris, e acusado de ter atacado sexualmente uma camareira de um hotel em Nova York.
Strauss-Kahn, de 62 anos, considerado o principal nome do Partido Socialista francês para as eleições presidenciais de 2012, já foi indiciado por tentativa de estupro, ato sexual criminoso e retenção ilegal.