Aproximadamente dez mil pessoas se reuniram nesta sexta-feira em uma mesquita da cidade indiana de Chennai (sul) para protestar pelo modo em que Osama bin Laden foi jogado ao mar depois de sua morte, informaram os meios de imprensa do país asiático.
“Devido a que foi negado a Bin Laden o rito final pela tradição islâmica, os devotos lhe ofereceram um funeral muçulmano”, explicou à agência “Ians” o clérigo Shamsudeen Qasimi, imame da mesquita de Makkah, onde aconteceu a congregação.
O líder religioso defendeu que a finalidade das rezas era mostrar que Bin Laden não é “órfão”, mas faz parte dos 1,6 bilhão de muçulmanos que há no mundo, ao mesmo tempo em que criticou os EUA por jogarem seu cadáver ao mar depois de matá-lo.
Qasimi acusou os EUA de criar uma falsa imagem de terrorista do líder da Al Qaeda através de seu poder nos meios de comunicação.
O imame argumentou que “não há nada de errado em rezar por Bin Laden na Índia”, já que não há provas de sua participação nos atentados de 11 de setembro.