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Mundo

Detido por tiroteio nos EUA afirma ter sofrido provocação de colegas

Arquivo Geral

03/04/2012 15h32

O rapaz detido pelo tiroteio desta segunda-feira (2) em uma universidade de Oakland, cidade do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que teria causado sete mortos e três feridos, estaria nervoso com uma funcionária e com estudantes que o provocavam e não lhe tratavam “com respeito”, disseram fontes policiais nesta terça-feira (3).

O acusado, One Goh, de origem coreana e ex-aluno da universidade, admitiu sua culpa e vinculou os fatos ao tratamento recebido por uma funcionária, cujo nome não foi informado por enquanto, disse o chefe da Polícia de Oakland, Howard Jordan.

Ele acrescentou que a funcionária não se encontra entre as vítimas. “Achamos que as pessoas que o provocavam não estão entre as vítimas”, disse Jordan, para quem o suspeito admitiu que queria retornar ao centro e “infligir dor”.

Goh, de 43 anos, abandonou a universidade em novembro por causas ainda não conhecidas. Segundo disse aos investigadores, ele não estava satisfeito com a classe e sentia que seus companheiros não lhe tratavam bem. Nos últimos tempos, eles inclusive não lhe dirigiam a palavra e lhe ignoravam.

Goh, naturalizado americano, se entregou uma hora depois do tiroteio na Universidade Oikos, que possui cursos relacionados com religião, música, enfermaria e medicina asiática, segundo sua página oficial.

Das sete vítimas, cinco morreram no local do crime e outras duas no hospital. Os feridos se encontram em situação estável. A Polícia confirmou que as vítimas são seis mulheres e um homem, com idades entre 20 e 40 anos.

Goh entrou em uma das salas de aula da universidade e ordenou aos alunos que ficassem contra uma parede antes de sacar uma pistola semiautomática.

O detido abandonou o local e se transferiu em seu automóvel até um supermercado da cidade de Alameda, a cerca de 10 quilômetros da universidade, onde anunciou que tinha atirado em várias pessoas e que deveria ser preso.

Um guarda o deteve até a aparição da Polícia. O massacre desta segunda-feira é o pior fato deste tipo em São Francisco desde o assassinato de oito pessoas em julho de 1993 em um tiroteio efetuado por um homem nos escritórios de uma empresa de advogados antes de se suicidar.

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