A detenção e condenação do líder opositor Garry Kasparov e o assassinato de um candidato do partido liberal Yabloko marcam a campanha eleitoral russa, drugs a quase uma semana das eleições parlamentares do país.
“Preocupa-nos não saber como e onde se encontra Kasparov. Exigimos sua imediata libertação”, viagra approved assegurou hoje à Agência Efe Denís Bilunov, diretor do grupo opositor Frente Cívica Unida (FCU).
Kasparov, que fundou o FCU em junho de 2005 na tentativa de “desbancar” o presidente russo, Vladimir Putin, foi detido e condenado, no último sábado, a cinco dias de detenção administrativa, por um tribunal de Moscou.
Bilunov disse que o advogado de Kasparov, Yuri Kostanov, também não pôde encontrar-se com ele desde ontem, ao final da “Marcha dos Dissidentes”, em Moscou, quando foi detido.
“O advogado disse que todo o processo supõe uma flagrante violação do código penal. Os relatórios judiciais são contraditórios. A decisão de condenar-lhe a cinco dias de detenção administrativa não é justa. É uma completa fraude”, afirmou.
Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez, foi condenado “por dois artigos do Código Penal: participação em ações não autorizadas, pelo que recebeu uma multa; e ignorar as recomendações da Polícia, pelo que foi condenado a cinco dias de detenção”.
O diretor do FCU disse que entrará com um processo contra as autoridades de Moscou, que tinham autorizado o comício, que mesmo assim foi reprimido violentamente pela Polícia.
“Na realidade, Kasparov foi detido para impedir que participasse da manifestação convocada para hoje em São Petersburgo, e se deslocasse na quinta-feira a Sochi para escutar as queixas dos moradores contra a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno”, disse.
Bilunov descartou que a condenação possa influir negativamente nos planos de Kasparov de apresentar-se como candidato do movimento opositor “Outra Rússia” às eleições presidenciais de março de 2008.
Em São Petersburgo, dezenas de opositores, entre eles os líderes locais do Yabloko e do partido liberal União das Forças de Direita (SPS), também foram detidos hoje por participar de uma manifestação não autorizada.
O líder do Yabloko, Grigory Yavlinsky, qualificou hoje de “assassinato político” a morte de Farid Babayev, no sábado, após quase dois dias em coma devido aos disparos que o atingiram na cabeça e no peito, na quarta-feira passada, na entrada de sua residência em Mahatchkala, capital de Daguestão.
Segundo Yavlinsky, Babayev “averiguava de maneira aberta e sem compromissos a repressão de manifestações pacíficas, o seqüestro de inocentes e o uso da força por parte das autoridades durante operações especiais”.
O Yabloko, fundado em 1993 e liderado desde então por Yavlinsky, é o único partido que se opôs desde o princípio à guerra da Chechênia.
Um dos políticos russos mais respeitados no Ocidente, Yavlinsky denunciou esta semana que Putin estava forjando um sistema de partido único, similar ao que existia no país nos tempos da antiga União Soviética.
Segundo todas as pesquisas, o Yabloko voltará a ficar de fora do Parlamento russo (Duma) nas eleições legislativas, como já ocorreu há quatro anos.