Cerca de 300 casas e talvez até mil pessoas foram soterradas hoje por um deslizamento de terra em um morro na comunidade indígena de Santa María Tlahuitoltepec, no estado mexicano de Oaxaca (sul), informou hoje o diretor do Instituto de Defesa Civil estadual, Carlos Ramos Aragón.
A população se encontra incomunicável nesses momentos, tanto por via telefônica como terrestre, e as autoridades municipais que fizeram o alerta às equipes de resgate em Oaxaca, a capital do estado, pediram auxílio com um telefone satelital, explicou Ramos.
O governador de Oaxaca, Ulises Ruiz, disse em declarações à emissora “Televisa” que “até mil pessoas” podem ter ficado enterradas em Tlahuitoltepec, uma pequena comunidade na qual habitam sobretudo indígenas da etnia mixe.
Segundo ele, há “entre 100 e 300 casas” soterradas. “O número exato não temos”. Além disso, ele acrescentou que há “entre 500 e 600 pessoas, diz-se até 1 mil” que poderiam estar debaixo da terra.
O governador ressaltou que as autoridades não puderam chegar ainda à comunidade, localizada na Sierra Juárez, a cerca de “três horas e meia” da cidade de Oaxaca. Por isso, não há “dados precisos” do ocorrido, mas sabe-se que cerca de 200 metros quadrados do morro caíram sobre as casas.
Segundo fontes oficiais e da Cruz Vermelha, militares, marítimos e paramédicos de pelo menos quatro estados mexicanos partiram em direção ao local para realizar trabalhos de socorro.
Fontes do Escritório de Comunicação da Cruz Vermelha disseram à Agência Efe que cerca de 50 paramédicos foram mobilizados pela Coordenação Nacional de Socorros.
Além dos paramédicos há “especialistas em estruturas colapsadas”, assinalou o porta-voz da organização humanitária.
De janeiro a agosto deste ano, o México registrou as maiores chuvas em sua história, às quais se somaram às precipitações do furacão “Karl” e da recente depressão tropical “Matthew”, situação que deixou centenas de milhares de desabrigados no sul e sudeste do país nas últimas semanas.
A incomum temporada de chuvas, iniciada em maio, deixou ao redor de 80 mortos no México, segundo dados de Defesa Civil federal.