Um grupo de militares desertores iemenitas acusou neste sábado o regime do presidente Ali Saleh de apoiar a rede terrorista Al Qaeda em seu objetivo de controlar a província meridional de Abyan.
Em comunicado, o escritório de informação das forças do Exército iemenita que apoiam a revolta contra Saleh, que começou em 27 de janeiro, assegurou que esta ajuda à Al Qaeda é “um crime e uma conspiração contra a pátria”.
“Tememos que os terroristas consigam se apoderar totalmente da província de Abyan e esta é a esperança e o sonho do regime em seu empenho para atemorizar o mundo”, ressalta a nota.
A província de Abyan e sua capital Zinyibar são palco de violentos enfrentamentos entre o Exército e os militantes do grupo terrorista, que controlam a cidade desde 27 de maio.
O grupo de militares desertores denunciou as dificuldades que as tropas sofrem nesta província meridional.
“A situação de nossos heróis das Forças Armadas em Abyan chegou a ser difícil devido ao intenso apoio do regime aos membros da Al Qaeda e aos terroristas”, assinala o texto.
Por sua vez, uma fonte oficial de Abyan considerou esse comunicado “uma farsa que não tem relação com a realidade”.
Esta fonte, citada pela agência oficial Saba, revelou que “os membros da Al Qaeda em Abyan dependem desses militares”, aos quais qualificou como “traidores que estão fora da lei e da Constituição”.