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Desconfiança em direção aos partidos a 3 semanas das eleições na Grécia

Arquivo Geral

15/04/2012 11h01

A Grécia avança em direção às eleições antecipadas de 6 de maio com grande parte do eleitorado imerso na desconfiança e rejeição em torno dos partidos e os programas de austeridade impostos pela União Europeia (UE), conforme três pesquisas de opinião publicados este fim de semana.

 

Quase a metade dos eleitores (42,1%) considera que os partidos não têm programas realistas para enfrentar a crise. Para 48,1%, também não há sinceridade nos discursos.

 

Além disso, os eleitores se mostram contrários a dura política de cortes imposta à Grécia pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional em troca de ajudar financeiramente.

 

Assim, 26,2% dos eleitores votarão por formações que se opõem a essa estratégia de austeridade, dirigida pelo Governo de coalizão que formam os grandes partidos, o socialista Pasok e o conservador Nova Democracia.

 

Embora uma clara maioria esteja a favor da permanência da Grécia na Eurozona, 62,5% dos eleitores exigem uma política alternativa a do acordo de resgate. Esse alto percentual ocorre entre os partidários de todas as opções ideológicas. Para 26,7% dos gregos com direito ao voto, o caminho é o abandono da moeda única.

 

Tanto o candidato socialista, Evangelos Venizelos, quanto o líder conservador, Antonis Samarás, têm percentuais de aceitação muito baixos.

 

Diante da perspectiva que nenhum partido possa governar sozinho, 12,6% dos eleitores preferem que uma possível coalizão entre Pasok e Nova Democracia seja liderada por Samarás, enquanto só 5,2% optam por Venizelos como primeiro-ministro.

 

Há ainda 17,7% que defendam a continuidade à frente do Governo do ex-banqueiro Lucas Papademos, enquanto uma maioria de 42,6% deseja outro chefe do Executivo.

 

Com relação às intenções de voto, a Nova Democracia se mantém como favorita nas pesquisas, entre 20% e 25% dos votos, abaixo de 31% que apontam as pesquisas em fevereiro.

 

Os socialistas do Pasok estão com 15%. Mais três partidos à esquerda do Pasok somam juntos 30%, enquanto o partido ecologista conseguiria entrar pela primeira vez no Parlamento em 23 anos.

 

As legendas da extrema direita registram importante avanço. O recém-criado, o ultranacionalista Gregos Independentes, obteria entre 8% e 10% dos votos, enquanto os neonazistas do Amanhecer Dourado tem apoio de 5%.

 

Uma importante queda sofre o também ultranacionalista LAOS, que poderia ficar abaixo de 3% e ter de deixar assim o Parlamento.

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