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Mundo

Deputados iranianos pedem condenação de líderes da oposição

Arquivo Geral

15/02/2011 14h47

Dezenas de deputados iranianos pediram nesta terça-feira a condenação dos líderes opositores Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi, e condenaram os protestos que a oposição realizou na segunda-feira, apesar de ser ilegal.

Os parlamentares, de pé frente em frente à tribuna da Presidência, condenaram a passeata, que foi reprimida pelas forças de segurança, informou a televisão por satélite estatal “PressTV”.

A mesma fonte indicou que o presidente da Câmara acusou os Estados Unidos e Israel pela responsabilidade da manifestação, a primeira que tentou realizar o movimento verde no último ano.

Uma denúncia que compartilhou esta terça-feira o procurador-geral do Estado e porta-voz do Poder Judiciário, Gholan Hussein Mohseni-Ejei, quem advertiu que a Justiça “atuará firmemente contra os causadores dos distúrbios”.

O regime iraniano acusa de violência o grupo opositor no exílio Mujahedin Khalq (Combatentes do Povo) e a imprensa oficial inclusive responsabiliza pela morte na véspera por arma de fogo de uma pessoa.

A este respeito, o subcomissário chefe da Polícia iraniano, Ahmad Reza Radan, assinalou nesta terça que entre os feridos são contabilizados nove membros das forças de Segurança, e que inúmeras pessoas foram detidas.

Entre elas, foi detido o cônsul da Espanha no Irã, Ignacio Pérez Cambra, quem foi libertado quatro horas mais tarde sem acusações e depois que Madri convocasse o embaixador na Espanha iraniano e apresentasse uma queixa.

A oposição iraniana retomou na segunda a rua após meses de silêncio com manifestação de apoio às revoltas do norte da África, que foi ilegalizada pelas autoridades e reprimida pelas forças de Segurança.

Os grupos opositores denunciaram que a Polícia utilizou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os congregados, que gritaram palavras de ordem contra do regime iraniano e em favor do Egito e da Tunísia.

A oposição iraniana criticou a “hipocrisia” das autoridades locais que expressaram seu apoio às revoltas árabes, mas impedem os protestos da população.

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