Segundo a emenda, a nova medida não será aplicada ao atual presidente, Abdoulaye Wade, eleito por cinco anos, mas ao próximo líder, que sairá vencedor das eleições previstas para 2012.
Além disso, a modificação constitucional não afeta o limite de dois mandatos sucessivos para os presidentes.
A alteração do número de anos por mandato foi promovida por Wade, que considera que cinco anos não são suficientes para iniciar um programa de Governo.
A oposição, que não concorda com a modificação na lei, protagonizou na segunda-feira uma manifestação pacífica diante da Assembléia Nacional.
O líder do opositor Partido Socialista, Ousmane Tanor Dieng, denunciou a mudança como uma violação grave à Constituição por parte do presidente Wade.
Dieng não concorda com a atitude de Wade, que submeteu ao voto a modificação na Assembléia Nacional em vez de convocar um plebiscito, como é estipulado no artigo 27 da Constituição.
Já o ministro da Justiça, Madicke Niang, defendeu a ação afirmando que a opinião do povo para modificar a duração do mandato do presidente do Senegal nunca foi consultada.
Vários deputados da oposição parlamentar boicotaram o processo de aprovação da emenda, enquanto alguns membros do governante Partido Democrático Senegalês votaram contra após rejeitarem publicamente o projeto.