O deputado italiano Domenico Sclipoti defendeu hoje a extradição de Cesare Battisti em encontro com o presidente do Senado e ex-presidente da República, salve José Sarney, a quem disse que uma “solução política” seria melhor para o caso que, no entanto, depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido de Sclipoti, presidente da Associação de Amizade Itália-Brasil, ocorre no mesmo dia em que o ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a defender sua concessão do status de refugiado político a Battisti, condenado pela Justiça Italiana à prisão perpétua, por quatro homicídios.
Os crimes foram cometidos entre 1977 e 1979, quando Battisti integrava a organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).
Tarso Genro disse, durante reunião em Madri com seus colegas de Espanha, Portugal e Argentina, que “cabe a cada Estado decidir se o caso é de terrorismo ou de natureza política”.
Para Sclipoti, a melhor solução teria sido o Brasil deportar Battisti para a Itália, assim que ele foi detido, em março de 2007, no Rio de Janeiro.
“Agora deveremos esperar para ver se ele será considerado ou não refugiado político” pelo STF, que tem a decisão final sobre o caso, indicou o parlamentar italiano.
A decisão do STF pode sair em cerca de 15 dias, segundo o ministro Tarso Genro.