A primeira usina nuclear do Irã, situada em Busher, no sul do país, não poderá ser aberta antes do final de agosto, como anunciaram as autoridades de Teerã, segundo o deputado Asgar Jalalian, do Comitê Parlamentar criado especialmente por conta da construção.
Em declarações publicadas nesta segunda-feira pelo jornal reformista “Aftab”, Jalalian, afirma: “Ainda é preciso tempo para uni-la (a central Busher) à rede elétrica nacional”, enquanto o governo afirmou que será inaugurada no final do mês do Ramadã, que este ano praticamente coincide com o mês de agosto.
O deputado responsabiliza os russos, que dirigem a construção, dos atrasos na abertura da central, afirmando que “não são honrados” e “deixam o tempo passar”.
“Estamos dispostos a dar o máximo de nossa parte para que seja inaugurada o mais rápido possível e tirar o maior benefício possível da central”, disse Jalalian, que afirmou que já foi pago “o triplo do custo previsto” aos russos.
Segundo ele, por não haver uma data estipulada para o fim da obra nem um limite de custo, os iranianos não sabem quando será concluída nem quanto terão que pagar.
Os atrasos, segundo disse, provocaram a deterioração de algumas peças da parte antiga da central, cuja construção foi iniciada pela Alemanha na década de 1970 e abandonada após o triunfo da Revolução Islâmica em 1979, para que os russos a retomassem nos anos 1990.
Em 26 de julho, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, afirmou que esperavam inaugurar a central de Busher no final de agosto, após mais de três décadas de trabalhos de construção.