Um mês depois de solucionado o impasse entre a Venezuela e a Colômbia, os dois governos avançam na execução de uma série de acordos nas áreas política, econômica, comercial e social. Os ministros das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, e colombiano, Maria Angela Holguin, informaram que ambos os lados estão empenhados em manter o diálogo. O governo da Venezuela nomeou o embaixador para representar o país na Colômbia.
As informações são da imprensa oficial da Venezuela, a Agência Venezuelana de Notícias (AVN). Na terça-feira (7), foi nomeado o advogado Ivan Rincon Urdaneta como embaixador na Venezuela, na Colômbia, uma decisão que foi quase uma resposta imediata do presidente Santos, que concedeu a homologação.
“Vamos trabalhar para aprofundar a amizade, a confiança, a solidariedade entre os países para manter a relação bilateral com base na transparência, no diálogo direto e respeitoso”, afirmou Urdaneta. “Vamos trabalhar de mãos dadas com o governo colombiano para evitar crise em que terceiros mal intencionados pretendem atuar. Há uma história que nos une”, acrescentou.
Do lado da Colômbia, foi escolhido como embaixador em Caracas, José Fernando Bautista, que também defendeu o diálogo e a harmonia. “Precisamos entender que os povos da Colômbia e Venezuela devem ter um relacionamento mutuamente benéfico. O relacionamento político, econômico e cultural é apenas a adição enorme à empatia de um passado histórico comum.”
Os chanceleres da Venezuela e Colômbia também comemoram a nova fase de relacionamento dos dois países, a qual Maduro chamou “era da verdadeira fraternidade entre Venezuela e Colômbia”. “[Temos de trabalhar para] dar às pessoas qualidade de vida na região de fronteira, respeitando as riquezas naturais”, afirmou Holguin.
No começo de agosto, os presidentes da Venzuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, reuniram-se para definir os termos do acordo e encerrar o conflito. Foi definida a criação de cinco comissões mistas para setores considerados delicados e urgentes – como renegociação de dívidas de empresários, ampliação do comércio bilateral, aumento do contingente de segurança na região fronteiriça e mais investimentos econômicos nesta área.
O governo Chávez anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia depois que foi apresentado um vídeo em uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA) em que a autoridade colombiana afirma que havia cerca de 1,5 mil guerrilheiros abrigados em território venezuelano. A acusação indireta de acobertamento dos guerrilheiros causou reações imediatas de Chávez.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros líderes sul-americanos intensificaram os esforços para buscar um acordo de paz e evitar o acirramento da crise na região. A negociação foi aceita por ambos os presidentes.
Inicialmente, houve um plano de complementação econômica entre os dois países na tentativa de beneficiar toda a população nos estados fronteiriços. Do lado venezuelano, houve reuniões com os moradores dos estados que fazem fronteira com a Colômbia.