Uma fonte deste comitê explicou hoje que o presidente da entidade, Jaime Barrón, fez a proposta em um ato popular realizado ontem em Sucre, capital de Chuquisaca, após constatar que foram recolhidas 25 mil assinaturas da população das 40 mil necessárias para convocar a consulta.
Confirmada a data de 23 de novembro, este dia se transformará “em uma festa democrática”, disse à agência Efe o dirigente cívico John Cava. Para ele, Chuquisaca deixará o sistema centralizado que evitou o desenvolvimento da região.
Chuquisaca se somaria assim ao processo iniciado nas regiões de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, todas governadas por opositores, que também aprovaram estatutos autônomos com um respaldo de aproximadamente 80% da população, segundo os organizadores dos referendos realizados em maio e junho passado.
No entanto, o Governo não reconhece estes processos, que não foram apoiados pelo Congresso nem pela Corte Nacional Eleitoral (CNE), e nem os estatutos, pois alega que estão fora da atual Constituição.