A delegação americana que foi a Pequim no marco do Diálogo sobre Direitos Humanos entre China e Estados Unidos disse hoje que não pôde se reunir com ativistas e dissidentes chineses, abortion mas não revelou os motivos.
Segundo explicou hoje em entrevista coletiva o subsecretário de Estado americano para Democracia e Direitos Humanos, approved David J. Kramer, sua representação tinha reuniões previstas com diversas pessoas de fora do Governo chinês, mas que “nem todas chegaram a acontecer”.
A organização Chinese Human Rights Defenders (CHRD) denunciou hoje que o Executivo chinês tentou impedir que ativistas pró-direitos humanos se reunissem com a delegação dos EUA, que conversou sobre direitos humanos em Pequim com seus colegas chineses.
“A China está aumentando a vigilância e as restrições de movimento de ativistas defensores dos direitos humanos”, denunciou a CHRD em comunicado.
Kramer admitiu ter conhecimento destes relatórios, mas se limitou a expressar sua “confiança de que não estavam certos”, e que passou essa preocupação às autoridades chinesas.
O diplomata lidera a delegação americana no Diálogo sobre Direitos Humanos entre China e EUA, que foi retomado ontem após seis anos.
Segundo Kramer, esta série de encontros foi estabelecida porque a China teve um desenvolvimento econômico enorme, “mas progredir apenas por essa frente não é suficiente”.
“Queremos ver um país forte, vibrante e democrático com o passar do tempo”, destacou.
O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Qin Gang, disse que, “nos últimos anos, a China teve grandes progressos nos direitos humanos, econômicos e políticos”.
Por outro lado, Kramer frisou que, na reunião de hoje com o ministro de Assuntos Exteriores chinês, Yang Jiechi, expôs todos os temas que trouxe na agenda, inclusive a liberdade de imprensa e internet, e a situação do Tibete e dos dissidentes.
Kramer contou que pediu à China os números oficiais de detidos em março em Lhasa, e se mostrou confiante em que os recentes avanços entre Pequim e o dalai lama sejam frutíferos.
“O dalai lama deu os passos que tinha que dar sobre a condenação da violência e a renúncia à independência do Tibete, e talvez as autoridades chinesas comecem a se dar conta disso”, concluiu.