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Delcy Rodríguez exige que Banco da Inglaterra devolva ouro da Venezuela

Delcy Rodríguez exigiu que o Banco da Inglaterra libere as reservas venezuelanas retidas há mais de seis anos em meio a uma disputa judicial

Redação Jornal de Brasília

28/10/2026 17h15

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Foto: Juan Barreto/AFP

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu nesta quarta-feira (28) a devolução das reservas de ouro de seu país que foram depositadas no Banco da Inglaterra e permaneceram congeladas ali há mais de seis anos, em meio a uma batalha judicial.

A Venezuela mantém nesse banco barras de ouro avaliadas em US$ 1,9 bilhão em 2023, que não pode retirar porque o Reino Unido não reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro em 2018.

“Chega de desculpas” e “do roubo do nosso ouro”, disse Rodríguez durante uma reunião com seus ministros, ao afirmar que “esse ouro é dos venezuelanos e das venezuelanas, não do Banco da Inglaterra”.

Londres e Caracas iniciaram uma aproximação diplomática em setembro, com o anúncio de que ambos os países nomeariam embaixadores para suas representações diplomáticas, que até então eram mantidas no nível de encarregados de negócios.

O distanciamento remonta a 2019, quando o então líder da oposição Juan Guaidó pediu ao Banco da Inglaterra que retivesse o ouro venezuelano para impedir que o governo de Maduro tivesse acesso a ele.

A exigência ocorre nove meses após a captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.

O pedido também acontece depois que a mesa de negociações para alcançar uma transição democrática na Venezuela, entre o governo interino e uma parte da oposição, acordou em agosto trabalhar para recuperar o ouro e atender às vítimas dos terremotos de 24 de junho.

“O que vimos durante esses últimos anos, em bom venezuelano, chama-se enrolação, mas é uma enrolação que busca se apropriar ilegitimamente dos recursos. Esse ouro é uma reserva do Banco Central. Chega de desculpas”, enfatizou Rodríguez, que governa sob pressão de Washington.

A presidente interina também ordenou que o Ministério das Relações Exteriores e a Procuradoria-Geral da República tomem as providências necessárias, pelos canais correspondentes, para que o ouro retorne ao país.

AFP

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