O déficit dos EUA no ano fiscal 2009 que terminou dia 30 de setembro chegou a US$1,4 trilhão, equivalente a 9,9% do PIB, o número mais alto desde 1945, segundo cálculos preliminares divulgados hoje pelo Escritório Orçamentário do Congresso em seu site.
Os números definitivos sobre o déficit serão divulgados no final deste mês pelo Departamento do Tesouro.
O número de US$1,4 trilhão se deve principalmente às despesas em que incorreu o Governo nos programas de resgate e estímulo para enfrentar a crise econômica.
No entanto, o montante é inferior ao cálculo de US$1,58 trilhão que se tinha divulgado em agosto.
A divergência tem sua origem em diferenças nos cálculos vinculados ao resgate das empresas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, disse o Escritório Orçamentário do Congresso.
Durante o ano fiscal 2009, os ingressos do Governo ascenderam a US$2,1 trilhões o que representou uma diminuição de 16,6% em relação ao ano anterior, como consequência de uma queda na coleta de tributos individuais e empresariais.
Por outra parte, as despesas chegaram a US$3,5 trilhões, o que significou um aumento de 17,8%, disse o Escritório Orçamentário do Congresso.
Acrescentou que como resultado da redução das taxas de juros, os pagamentos de dívida reduziram 23% e chegaram a US$199 bilhões, acrescentou.