O grupo de mediadores para o conflito entre os palestinos e Israel formado pelos Estados Unidos, Rússia, Nações Unidas e União Europeia comemorou hoje a decisão de Israel de aliviar o bloqueio à Faixa de Gaza após quatro anos, ao mesmo tempo em que pediu que isso seja feito de forma rápida e plena.
“A nova política para Gaza recém anunciada pelo Governo de Israel é um acontecimento que acolhemos com satisfação”, disse o grupo em uma declaração divulgada na sede da ONU.
Além disso, ressaltaram que os detalhes e a implementação desta decisão “serão importantes para garantir sua eficácia”.
O grupo reafirmou sua opinião de que a atual situação no território palestino é “insustentável, inaceitável e não corresponde aos interesses de ninguém”, por isso reiteram sua disposição de colaborar com Israel, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e outras partes “para assegurar que estas novas disposições entrem em vigor o mais rápido possível”.
Na declaração também advertiu que “ainda falta fazer muita coisa”, por isso que “explorará outras maneiras de melhorar a situação em Gaza, encorajar a participação da ANP nos cruzamentos fronteiriços com o território e promover uma maior troca comercial entre a faixa e a Cisjordânia”.
Por outro lado, os EUA, Rússia, Nações Unidas e União Europeia reconheceram as “preocupações legítimas de segurança de Israel”, sublinharam seu compromisso para erradicar o tráfico ilegal de armas a Gaza e reiteraram seu pedido para colocar um fim no cativeiro do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por milícias palestinas há quatro anos.
Além disso, expressaram seu continuo respaldo ao diálogo indireto entre israelenses e palestinos mediado pelos Estados Unidos, tendo em vista o reatamento das negociações diretas entre as duas partes.
O Governo israelense anunciou no domingo que autorizou o ingresso em Gaza de “todos os produtos” a exceção dos “militares”, em resposta às pressões internacionais depois do ataque à frota de navios que levava ajuda humanitária a Gaza no final de maio.
A mudança de estratégia supõe o levantamento de uma parte das restrições de caráter comercial e humanitário que Israel impôs em junho de 2007, quando o movimento muçulmano Hamas assumiu o controle da faixa.
No entanto, o anúncio israelense não convenceu nem o Hamas, que o qualificou de “brincadeira”, nem a ANP, que o considera “insuficiente”.