Após seis encontros africanos e outras duas reuniões internacionais dedicadas ao conflito, viagra 60mg as Nações Unidas e a UA entendem que a reunião de Sirte representa um momento-chave para resolver a crise que explodiu em fevereiro de 2003.
O emissário da ONU para Darfur, store Jan Eliasson, a qualificou como uma das crises mais devastadoras para a Humanidade, com mais de 200 mil mortos e dois milhões e meio de refugiados que tiveram de abandonar seus lares.
A guerra civil em Darfur é enfrentada pelas forças do governo de Cartum, apoiadas por milícias árabes que são responsabilizadas por muitos dos massacres ocorridos, e por uma série de movimentos rebeldes originais da região que se opõe à autoridade do presidente sudanês, Omar al-Bashir.
O objetivo da conferência de Sirte é pôr fim ao conflito aplicando o acordo de paz elaborado em maio de 2006 na cidade nigeriana de Abuja, que contemplava o imediato fim das hostilidades. Esse acordo foi assinado por apenas um dos grupos rebeldes, uma das facções do autoproclamado Exército de Libertação do Sudão (ELS), liderada pelo chefe tribal Minni Minnawi.
A reunião de Sirte, na qual o líder líbio, Muammar Kadafi, assume como mediador, perdeu consistência diante da decisão de sete dos doze grupos rebeldes de não participar da mesma. O principal grupo rebelde, denominado ELS original, dirigido por seu chefe histórico, Abdelwahid Nour, exilado na França, decidiu abster-se, e a mesma atitude foi adotada por outras cinco facções do mesmo, assim como pelo autoproclamado Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI).
Apesar dessas ausências, Eliasson e o coordenador da UA, Salim Ahmed Salim, decidiram manter o encontro com a esperança de que os ausentes se incorporem mais tarde às negociações.
Em Sirte vão participar dois grupos dissidentes do MJI, o chamado Movimento Nacional para a Reforma e o Desenvolvimento (MRD), a Frente das Forças Revolucionárias (FFR) e outra facção minoritária do ELS.
Os Estados Unidos enviaram o emissário Andrew Natsios; a França, o ministro da Agricultura, Michel Barnier; e a China, o diplomata Liu Guijin. Também estarão presentes o presidente da comissão africana, Alpha Oumar Konare, e o secretário-geral da Liga Árabe, Amro Moussa, junto a outros enviados internacionais.
O Conselho de Segurança da ONU adotou na quarta-feira passada uma declaração na qual apela a todas as partes que suspendam as hostilidades e lhes pede que assistam à conferência. “O Conselho pede que todas as partes assistam plenamente e de maneira construtiva às conversas e, em um primeiro passo, se entendam para proclamar um cessar-fogo que será supervisado pela ONU e a UA”, afirma a declaração dos quinze membros do órgão das Nações Unidas.
Sobre esta reunião vai pesar o clima de tensão criado pelo ataque, no dia 6 deste mês, contra uma base da força militar africana de paz no sul de Darfur, no qual morreram dez soldados, oito ficaram feridos e outros 40 desapareceram.
O ataque à base de Haskanita não foi reivindicado por nenhum grupo rebelde, mas na opinião do comandante da base a autoria é de algum deles. A ONU e a UA prevêem enviar a Darfur uma força militar híbrida de cerca de 20 mil homens encarregada da proteção dos refugiados e eventualmente do controle de um cessar-fogo se todas as partes o aceitarem.