O dalai lama chegou hoje a Taiwan, convidado pela oposição independentista, para rezar pelas vítimas do tufão “Morakot”, em uma visita que colocou em xeque os laços entre Taipé e Pequim.
O dalai lama, em sua chegada ao Aeroporto Internacional Taoyuan, disse que sua visita era não política, humanitária e que a aproveitaria para ver alguns de seus antigos amigos na ilha.
“Sou um monge budista e meu princípio moral é responder positivamente a qualquer convite para consolar os que precisam”, disse o dirigente tibetano, que foi recebido no aeroporto pela prefeita independentista de Kaohsiung, Chen Chu.
O Prêmio Nobel da Paz de 1989 especificou que o principal objetivo de sua viagem é consolar os sobreviventes de “Morakot” e libertar as almas dos mortos, que, segundo os números oficiais, são 571, sem contar os 106 desaparecidos.
O presidente taiuanês, Ma Ying-jeou, empenhado em uma campanha de distensão e aproximação econômica à China, anunciou, por meio de seu porta-voz, que não se reunirá com o dirigente tibetano, o que foi interpretado na ilha como um gesto simbólico de seu desejo de não irritar a China.