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Cuba reivindica direito ‘legítimo’ de responder a uma agressão dos EUA

Redação Jornal de Brasília

18/05/2026 11h00

Foto: Yamil Lage/AFP

Foto: Yamil Lage/AFP

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (18) o direito “legítimo” de seu país de responder a um possível ataque dos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões entre Havana e Washington.

O veículo de notícias americano Axios afirmou no domingo, citando informações confidenciais, que Cuba adquiriu mais de 300 drones militares e avalia possíveis cenários de uso perto da base americana na Baía de Guantánamo, no leste da ilha.

“Cuba, que já sofre agressão multidimensional dos Estados Unidos, tem o direito absoluto e legítimo de se defender contra uma ofensiva bélica, o que não pode ser usado lógica ou honestamente como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano”, escreveu Díaz-Canel no X.

Segundo o Axios, a informação gerou preocupação em Washington, onde autoridades alertam para uma “ameaça crescente” devido à proximidade dessas capacidades.

Enquanto isso, o governo cubano acusa Washington de preparar o terreno político para uma intervenção militar contra a ilha, que, se concretizada, “provocará um banho de sangue com consequências incalculáveis”, denunciou Díaz-Canel.

O presidente cubano reiterou ainda que seu país “não representa uma ameaça, nem tem planos ou intenções agressivas” contra outras nações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, considera a ilha comunista, localizada a 150 quilômetros da costa da Flórida, uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos e ameaçou repetidamente “tomar o controle” de Cuba, chegando a sugerir o envio de um porta-aviões.

Ao embargo imposto a Cuba desde 1962, Washington adicionou, em janeiro, um bloqueio petrolífero que restringe o fornecimento de petróleo à ilha e permitiu apenas a chegada de um petroleiro russo com aproximadamente 100 mil toneladas de petróleo no final de março.

No início de maio, Trump aprovou um novo pacote de sanções contra a ilha.

Nesse contexto, o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou a Havana na quinta-feira para uma reunião excepcional com autoridades cubanas de alto escalão, em um dos períodos mais tensos das relações bilaterais entre os dois países.

AFP

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