Menu
Mundo

Cuba e Irã são as nações mais repressivas do mundo

Arquivo Geral

19/06/2011 22h12

p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Arial} p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Arial; min-height: 17.0px}

Nos últimos 12 meses, cerca de 70 jornalistas se viram obrigados ao exílio e mais da metade deles saiu de Cuba e do Irã, segundo o último relatório do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) divulgado neste domingo e que situa as duas nações como as mais repressivas do mundo.

 


Nos últimos 12 meses, Cuba e Irã forçaram pelo menos 18 jornalistas ao exílio, sustenta a organização em seu relatório, no qual assegura que “o encarceramento ou a ameaça de acabar na prisão” foi a principal causa que levou 67 profissionais da imprensa a abandonar seus países.

 


As duas nações lideraram a lista dos países dos quais mais jornalistas partiram para o exílio, seguidos por Eritréia (6) e Etiópia (5), assim como por Somália, República Democrática do Congo (RDC) e Paquistão, com três casos de exílio em cada um.

 


A lista inclui, além disso, Sri Lanka e Síria, com dois jornalistas exilados nos últimos 12 meses, e Afeganistão, Azerbaijão, Gâmbia, Iraque, Líbia, México e Senegal, com um jornalista exilado.

 


Com esses 67 novos profissionais exilados – abaixo dos 85 casos denunciados em 2010 -, o total de jornalistas que tiveram que deixar seus países desde agosto de 2001 já soma 649, dos quais 592 continuam afastados de seus países de origem, segundo alertou a organização de defesa da liberdade de imprensa com sede em Nova York.

 


No caso de Cuba, o CPJ assinala que a libertação dos jornalistas presos desde a chamada Primavera Negra de 2003 “forçou” esses indivíduos a abandonar o país e se exilar na Espanha, um país onde encontraram “grandes desafios profissionais e econômicos”.

 


Essa saída foi possível graças a um acordo impulsionado pela Igreja Católica cubana e o Governo espanhol, pelo qual Havana concordou em libertar mais de 50 presos, desde que aceitassem deixar Cuba.

 


Sobre o Irã, a organização assegurou que Teerã continua com investindo “contra a liberdade de expressão que começou com as apertadas eleições de 2009”, a mesma que em 2010 conduziu ao exílio 29 editores, repórteres e fotógrafos, totalizando 66 os profissionais de comunicação exilados na última década.

 


Segundo o CPJ, o Irã, junto com a China, é o país “com maior número de jornalistas presos no mundo”, com pelo menos 34 jornalistas na prisão, segundo o censo anual do CPJ divulgado em dezembro de 2010.

 


No mundo todo, as ameaças de prisão foram a causas de 82% dos exílios entre jornalistas, enquanto 15% destes se deveram à violência física e às ameaças e 3% se produziram em resposta a técnicas de assédio, como vigilância e interrogatórios frequentes, dos Governos.

 


O relatório do CPJ só inclui os jornalistas que abandonaram seu país devido a perseguições por seu trabalho que permaneceram no exílio por pelo menos três meses e cujos atuais paradeiros são conhecidos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado