Cuba condenou “energicamente” neste domingo – através de declaração do Ministério das Relações Exteriores – a morte de um filho e três netos do ditador líbio, Muammar Kadafi, em um bombardeio da Otan, reivindicando também a “cessação imediata” da agressão armada e a busca de uma “solução urgente” para a situação nesse país norte-africano.
“Estas ações criminosas se unem aos intensos bombardeios inclusive com aviões não tripulados norte-americanos da mais moderna tecnologia nos quais morrem pessoas inocentes, à entrega de armas e equipamento às denominadas forças insurgentes e ao desdobramento de assessores militares em território líbio”, assinalou.
O Ministério de Exteriores da ilha também denunciou que a Otan “manipula e viola a mesma resolução 1.973 que impôs, carente de toda legitimidade”, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas com o pretexto de proteger as vidas e civis.
A Chancelaria de Havana expressou sua “mais profunda rejeição aos ataques indiscriminados dos quais é objeto o povo líbio”.
Além disso, indicou que se “soma ao apelo da União Africana e de outros grupos de países para a busca urgente de uma solução pacífica à situação nesse país”.
Nesse sentido, pede para a Líbia “pleno respeito a sua independência, integridade territorial, soberania sobre seus recursos naturais e autodeterminação, sem nenhum tipo de ingerência estrangeira”.