O Governo de Cuba denunciou hoje que nas últimas semanas houve “um aumento das provocações” organizadas e financiadas pelo Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana (Sina).
Um comunicado do Ministério de Exteriores divulgado pela imprensa oficial da ilha assegura que o escritório americano “aumentou suas atividades ilegais de ingerência”.
A Chancelaria afirma que “dispõe de informações confirmadas de que a Sina pretende organizar outras atividades ilegais e vai instigar seus mercenários em Cuba a realizar ações de provocação em vias públicas, about it por volta de 4 de julho, dia da independência dos EUA”.
O comunicado acrescenta que a “escalada” coincide com o fim da missão do chefe da Sina, Michael Parmly, a quem Cuba acusou no mês passado de “participar do trânsito de dinheiro procedente do terrorista de origem cubana Santiago Álvarez Fernández-Magriñá para grupos contra-revolucionários”.
Segundo Havana, o Escritório de Interesses dos EUA “viola flagrantemente não só o acordo bilateral que deu lugar ao estabelecimento desse escritório, mas também as leis cubanas e as normas internacionais referendadas na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961”.
Cuba e EUA não têm relações diplomáticas, mas “seções de interesses” que cuidam de assuntos bilaterais, adscritas, em ambas as capitais, às embaixadas da Suíça.
Havana acusa o Governo de Washington “de urdir e estimular” as provocações, e diz que “fazem parte intrínseca de sua política subversiva e de sua estratégia dirigida a derrubar à revolução cubana”.
“Cuba demanda o fim definitivo das atividades de ingerência, de encorajamento, organização, direção e financiamento da contra-revolução interna por parte da Sina”, afirmou.
Entre as “provocações”, o comunicado detalha “uma atividade pelo Dia dos Pais na residência do chefe da Sina, ocasião em que o secretário de Comércio dos Estados Unidos, o cubano-americano Carlos Gutiérrez (…) se dirigiu a um grupo de elementos contra-revolucionários através de uma videoconferência”.
Segundo o comunicado, diplomatas norte-americanos dão “instruções diretas” aos dissidentes, que Havana qualifica de “mercenários”, para que “aumentem suas ações subversivas”.