A Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho (FICV) pediu hoje 326 milhões de francos suíços (198 milhões de euros) para financiar suas atividades este ano, ailment concentradas na prevenção das conseqüências da mudança climática.
O mesmo valor está previsto para 2009, mas pode ser alterado caso seja necessário.
“Ainda se vê a mudança climática como um fenômeno científico, ambiental e político”, mas não como um fenômeno que tem “um enorme impacto em milhões de pessoas vulneráveis”, afirmou o diretor da divisão de comunicações da FICV, Encho Gospodinov.
A FICV decidiu destacar a mudança climática ao se dar conta que em dois anos o número de catástrofes naturais dobrou, passando de 200 a 400.
“O que demonstra que é um grande fenômeno que ameaça a humanidade”, afirmou o secretário-geral da FICV, Markku Niskala.”Queríamos atrair a atenção das pessoas sobre o futuro de milhões de pessoas que vivem em áreas de risco porque com a mudança climática podem chegar a desaparecer, como muitas ilhas do Sudeste Asiático”, acrescentou Gospodinov.
Ele citou a seca como um dos efeitos mais severos do aquecimento global e que causa mais mortes.
O dinheiro será repartido entre as 186 sociedades nacionais do FICV. Para a África serão destinados 41% dos recursos, à região Ásia-Pacífico, 18%, à Europa e à Ásia Central, 7%.
As Américas receberão 3% dos fundos, e outros 3% irão para o Oriente Médio e o Norte da África.
Os 27% restantes serão usados para a programação global. Este montante se repartirá em 48% para saúde e prevenção, 27% para desastres, 14% para formação, 6% para coordenação e 5% para a gestão comunitária em princípios e valores.
Apesar de destacar a mudança climática, a FICV também indicou a aids e a violência urbana como outros fenômenos que preocupam, porque ainda são grandes ameaças para a humanidade.