A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, prestou nesta quarta-feira um tributo ao jovem Ivan Heyn, o subsecretário de Comércio Exterior de seu governo, que foi encontrado enforcado na última terça-feira em um hotel de Montevidéu.
A presidente, que também estava em Montevidéu quando soube da morte de Heyn, de apenas 33 anos, precisou ser atendida por um médico ao saber do ocorrido. Nesta quarta-feira, durante um ato público transmitido pela rede nacional de rádio e televisão, a presidente fez um emocionante discurso em homenagem ao jovem político. “Quando me comunicaram de sua partida, fiquei sem ar e senti como se estivesse perdendo um filho”, declarou Cristina, com emoção e algumas lágrimas, ao anunciar a promulgação de um decreto que limita o montante dos juros de créditos para aposentados.
Cristina Kirchner também dedicou a implementação deste decreto ao jovem Heyn, que tinha assumido o cargo no último dia 10 de dezembro e foi definido como um “militante e economista andarilho”.
Nesta quarta-feira, o corpo de Heyn foi repatriado por seu irmão, isso depois da liberação da Justiça uruguaia, informaram à Agência Efe fontes diplomáticas em Montevidéu. O corpo do subsecretário está sendo velado em Buenos Aires, no bairro de Belgrano.
A cerimônia de funeral do jovem político deverá ser acompanhado por um grande número de militantes do grupo peronista A Cámpora, o que Heyn pertencia, assim como outros funcionários do Governo.
A presidente Cristina Kirchner ainda lembrou que a família de Heyn, de pai paraguaio e mãe argentina, perdeu “tudo” e se radicou na Espanha por conta da severa crise que a Argentina sofreu em 2001. No entanto, o falecido funcionário ficou no país e fez um grande esforço para estudar e se dedicar à militância política. “Heyn fazia parte do grupo de milhares e milhares de jovens que são questionados pelo só fato de serem jovens, uma prática que tanto dano causou na política e no país”, ressaltou.
A governante também apontou que na última terça-feira esteve “cruzado pela vida e a dor”, já que pela manhã soube do nascimento de seu primeiro sobrinho-neto e, pela tarde, do falecimento de Hey, que foi encontrado enforcado no quarto que ocupava no hotel de Montevidéu.
Heyn era integrante da Cámpora, o partido político juvenil do kirchnerismo, que foi criado por Máximo Kirchner, filho do falecido ex-presidente Néstor Kirchner e de sua esposa e sucessora no cargo, Cristina Kirchner.