Um fracasso pode criar um efeito dominó e colocar em risco os outros direitos fundamentais, entre eles o acesso à saúde e à educação, quando as pessoas são obrigadas a abrir mão de suas necessidades básicas para poder se alimentar ou a suas famílias, assinalou a funcionária da ONU.
A comissária falou sobre o assunto em discurso pronunciado ao início da sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU que se reuniu hoje para debater a presente situação crítica.
Arbour lembrou que o acesso à alimentação é um direito básico protegido pela lei internacional e afirmou que esta crise se deve a várias causas, entre elas “as distorções entre oferta e procura, práticas comerciais injustas, assim como sossegadas políticas de incentivos e subsídios”.
Por tudo isso, a alta comissária considerou que é preciso agir imediatamente para evitar uma catástrofe de enormes conseqüências.