Em um relatório divulgado hoje, a ONG pede o estabelecimento urgente de um organismo de supervisão após analisar a situação das crianças em locais como Costa do Marfim, Sudão e Haiti.
A Save the Children afirma que o aspecto mais alarmante é que os abusos de crianças não são denunciados, já que elas estão assustadas demais como para relatar o ocorrido.
A quantidade destes casos é “significativa”, diz a ONG, que pede o estabelecimento de um mecanismo que permita proteger as crianças e denunciar melhor estas situações.
A diretora-executiva da “Save the Children” no Reino Unido, Jasmine Whitbread, disse que a investigação evidencia as “ações desprezíveis” de uma pequena quantidade de pessoas que “abusa sexualmente de algumas das crianças mais vulneráveis do mundo, as crianças que supostamente teriam de proteger”.
“É difícil imaginar um abuso mais atroz de autoridade ou uma flagrante violação do direito das crianças”, acrescentou.
A diretora da Save the Children na Costa do Marfim, Heather Kerr, disse que se faz pouco para apoiar as vítimas de abuso.
“São uma minoria, mas utilizam o poder para explorar sexualmente as crianças”, acrescentou Kerr, que ressaltou que as crianças “estão sofrendo a exploração sexual e o abuso em silêncio”.